Deus pede escrita conta de meu tempo.
é esforçoso do tempo já dar conta;
Mas como dar sem tempo tanta coisa,
Eu que gastei sem conta tanto tempo?
Para ter minha conta feita a tempo
Dado me foi bom tempo, e não fiz conta.
Não quis, sobrando tempo, fazer conta,
Quero hoje fazer conta, e falta tempo.
Ó vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gastei esse tempo em passatempo;
Cuidai enquanto é tempo de fazer conta.
Mas oh, se os que contam com seu tempo
Fizessem desse tempo alguma conta,
Não choravam, como eu, o não ter tempo!
Laurindo Rabelo-RJ(1826-1864).
domingo, 30 de novembro de 2008
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
A vida é tão breve...
Bem alto na árvore, um pequeno rebento cresceu até que se tornou uma folha completa abrindo-se para os céus, gloriando-se na vida que fluía em seus veios, aquecendo-se na imensidão ensolarada,virte e próspera a folha pendia do seu galho altiva e confiante.Muitos dias depois a estação começou a mudar,o suprimento de vida da folha gradualmente esvairio-se, e ela se tornou seca e descolorida, logo sua astea enfraquecida partiu-se da árvore e a folha começou seu percurso para baixo.Embora fosse de quando em quando levada para cima pelos ventos, ela sempre retomava sua descida.Num curto tempo ela se reuniu a muitas outras da que mesma forma passaram para um chão frio e umido,onde não mais havia glória, nem ventos encorajadores, nem vida, sua vida foi no máximo muito breve.
Deus compara o homem a uma folha (IS.64.6) diz: Todos nós murchamos como a folha, o homem experimenta um determinado tempo de vida, "a vida humana", em muitos aspectos ela é maravilhosa, todavia há um fato contra o qual não há argumento, essa vida maravilhosa é uma vida que murcha, continuamente contando a mesma história, sempre anunciando que seu suprimento é limitado, seu tempo é curto, sempre lamentando que há algo que está faltando, que existe um vazio interior. Todavia há outro tipo de vida, sempre nova, viva e verde, que é maravilhosa em todos aspectos, que não é carente de nada, Jesus disse: Eu vim para que tenham vida, e a tenham em ambundancia.
Deus deu a sua própria vida por nós, quando nós o temos, experimentamos a vida DAQUELE que é sempre verde. Se você quer experimentar a vida maravilhosa de Jesus Cristo faça a seguinte oração com profunda sinceridade:
Senhor Jesus, minha vida está secando, tudo é tão temporário, o prazer de viver está diminuindo mais e mais, quero receber a vida que o senhor vem me dar, portanto peço que o Senhor venha encher-me de vida, e assim se alguém está em Cristo, é nova criatura. As coisas velhas já passaram;e eis que se fizeram novas! ( 2CO 5.17).
Fonte: (Audio book-projetoSemear.).
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Tirando o veneno da Língua
“Somos frutos do que ouvimos e falamos".
“A qualidade de vida em nossa família depende daquilo que falamos”.
“O estado da nossa alma depende do que saia da nossa boca”.
“O que sai da tua boca pode gerar psicologia de morte ou de vida naqueles que te ouvem”.
“O que sai da tua boca revela o que está no seu coração”.
(Josué Gonçalves).
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Relacionamentos ou Regras?
A maior oposição que Jesus enfrentou não veio dos pecadores e publicanos, mas sim dos lideres religiosos que enxergavam-no como uma ameaça à sua autoridade.
Relacionamentos e não regras devem comandar nossa vida. Amor e não legalismo deve reinar.
Muitos legalistas, assim como no tempo de Jesus, acham que não devem se “aproximar de gente má”,acreditam que devem ficar “longe desse tipo de gente”, evitando contaminar-se com o mal deles.
A igreja deve olhar para além dos vitrais, portões ,paredes, e alcançar a comunidade, assim como Jesus o fez, irradiando a luz onde ela é tão necessária.
Por: Valdécio Gama.
Fonte: Livro(Mais Jesus, menos religião).
Relacionamentos e não regras devem comandar nossa vida. Amor e não legalismo deve reinar.
Muitos legalistas, assim como no tempo de Jesus, acham que não devem se “aproximar de gente má”,acreditam que devem ficar “longe desse tipo de gente”, evitando contaminar-se com o mal deles.
A igreja deve olhar para além dos vitrais, portões ,paredes, e alcançar a comunidade, assim como Jesus o fez, irradiando a luz onde ela é tão necessária.
Por: Valdécio Gama.
Fonte: Livro(Mais Jesus, menos religião).
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Rosh Hashaná
(Foto: homem toca o shofar, importante símbolo do Rosh Hashaná).É dia de dizer Shana Tová, ou “bom ano”. Segundo o calendário judaico, entramos nesta segunda-feira (29) no ano 5.769. Para os judeus, é tempo de refletir e se arrepender dos pecados.
“Na festa de Réveillon, geralmente se entra no ano novo com os pés, dançando e comemorando. No Rosh Hashaná (Ano Novo judaico, que comemora o dia em que Deus criou o mundo), entramos com a cabeça, ou seja, pensando”, compara Sergio Feldman, professor de História Antiga e Medieval da Universidade Federal do Espírito Santo, em entrevista ao G1.
Portanto, em vez de pular sete ondinhas e brindar com champanhe, a comemoração do Rosh Hashaná é mais focada na introspecção e na reflexão. E cai na entrada do outono (no hemisfério norte) porque, segundo Feldman, “é o momento de encerrar as colheitas e prestar contas”. Os dez dias entre o Ano Novo e o Yom Kipur (Dia do Perdão) servem justamente para que cada um pondere suas ações. E o jejum, praticado neste dia, ajuda a elevar o espírito.
Rosh Hashaná (em hebraico ראש השנה , literalmente "cabeça do ano") é o nome dado ao ano-novo no judaísmo. Dentro da tradição rabínica, o Rosh Hashaná ocorre no primeiro dia do mês de Tishrei, primeiro mês do ano no calendário judaico rabínico e sétimo mês no calendário bíblico.
A Torá refere-se a este dia como o Dia da Aclamação (Yom Teruá Levítico 23:24), pelo que os judeus caraítas seguem esta data mas não o consideram como princípio do ano.
Já a literatura rabínica diz que foi neste dia que Adão e Eva foram criados e neste mesmo dia incorreram em erro ao tomar da árvore da ciência do bem e do mal. Também teria sido neste dia que Caim teria matado seu irmão Abel. Por isto considera-se este dia como Dia de Julgamento (Yom ha-Din) e Dia de Lembrança (Yom ha-Zikkaron), o início de um período de instrospecção e meditação de dez dias ( Yamim Noraim) que culminará no Yom Kipur, um período no qual se crê o Criador julga os homens.
Calendário do ano novo judaico
Ano hebraico Início (depois do entardecer)
5763 6 de setembro de 2002
5764 26 de setembro de 2003
5765 15 de setembro de 2004
5766 3 de setembro de 2005
5767 22 de setembro de 2006
5768 12 de setembro de 2007
5769 29 de setembro de 2008
Tradições e costumes
A comemoração é efetuada durante os dois primeiros dias de Tishrei conforme o costume pós-exílico para se garantir a comemoração no dia correto nas comunidades da Diáspora.
A celebração começa ao anoitecer na vespéra com o toque do shofar. É costume se comer certos alimentos representativos durante o Rosh Hashaná como maçãs com mel e açúcar para representar um ano doce. Durante a tarde do primeiro dia se realiza o tashlikh, um costume de recitar-se certas preces e jogar pedras ou pedaços de pão na água como um símbolo da eliminação dos pecados.
Shana tova - "Um bom ano".
L'shaná tova tikatevu - "Possam vocês serem inscritos para um bom ano".
L'shaná tova tikatevu v'tehateimu - "Possam vocês serem inscritos e selados para um bom ano".
sábado, 27 de setembro de 2008
Verdade "versus" alucinação
O culto pegava fogo. O frenesi do povo crescia, estimulado por um pastor quase grisalho, engravatado e bastante brilhantina nos cabelos. Mesmo acostumado a ambientes pentecostais, estranhei o exagero dos gestos e das palavras. Concentrei-me para entender o que o pastor dizia em meio a tantos gritos. Percebi que ele literalmente dava ordens a Deus. Exigia que honrasse a sua Palavra e que não deixasse “nenhuma pessoa ali sem a bênção”. Enquanto os decibéis subiam, estranhei o tamanho da sua arrogância. A ousadia do líder contagiou os participantes. Todos pareciam valentes, cheios de coragem. Assombrei-me quando ouvi uma ordem vinda do púlpito: “Chegou a hora de colocarmos Deus no canto da parede. Vamos receber o nosso milagre e exigir os nossos direitos”. Foi a gota d’água. Levantei-me e fui embora.Os ambientes religiosos neopentecostais se tornaram alucinatórios porque geram fascínio por poder e pela capacidade de criar um mundo protegido e previsível. Por se sentirem onipotentes, buscam produzir uma realidade fictícia. Para terem esse mundo hipotético, os sujeitos religiosos chegam ao cúmulo de se acharem gabaritados para comandar Deus. É próprio da religião oferecer segurança, mas os neopentecostais querem produzir garantia existencial com avidez. Em seus cultos, procuram eliminar as contingências, com a imprevisibilidade dos acidentes e os contratempos do mal. Acreditam-se capazes de domesticar a vida para acabar com a possibilidade de seus filhos adoecerem, de as empresas que dirigem falirem e de se safarem caso estejam em ônibus que despenca no barranco. Almejam uma religião preventiva, que se antecipa aos solavancos da vida. Imaginam-se aptos para transformar a aventura de viver em mar de almirante ou em céu de brigadeiro. Acontece que essa idéia de um mundo sem percalços não passa de alucinação. Por mais que se ore, por mais que se bata o pé dando ordens a Deus, o Eclesiastes adverte: “O que acontece com o homem bom, acontece com o pecador; o que acontece com quem faz juramentos acontece com quem teme fazê-lo” (9.2).Mas a pergunta insiste: por que os cultos neopentecostais lotam auditórios e ganham força na mídia? Repito, pelo simples fato de prometerem aos fiéis o poder de controlar o amanhã, eliminar os infortúnios e canalizar as bênçãos de Deus para o presente. Quando oram, pretendem gerar ambientes pretensiosamente capazes de antever quaisquer problemas para convertê-los em fortuna e felicidade.Esta premissa deve ser contestada. Pedir a Deus para nunca se contrariar, ou para ser poupado de acidentes, significa exigir que ele coloque os seus filhos em uma bolha de aço. A vida é contingente. Tudo pode ocorrer de bom e de ruim. Uma existência sem imprevisibilidade seria maçante. O perigo da tempestade, a ameaça da doença, a iminência da morte fazem o dia-a-dia interessante.A verdade não produz necessariamente felicidade. Verdade conduz à lucidez. O delírio, porém, tranqüiliza e gera um contentamento falso. Muitos recorrem à religião porque desejam fugir da verdade e se arrasam porque a paz que a alucinação produz não se sustenta diante dos fatos.Cedo ou tarde, a tempestade chega, o “dia mau” se impõe e o arrazoamento do religioso cai por terra. Interessante observar que Jesus nunca fez promessas mirabolantes. Como não se alinhou aos processos alienantes da religião, ele não garantiu um mundo seguro para os seus seguidores. Pelo contrário, avisou que os enviaria como ovelhas para o meio dos lobos e advertiu que muitos seriam entregues à morte por seus familiares. Sem rodeio, afirmou: “No mundo vocês terão aflições”.Quando o Espírito conduziu Jesus para o deserto, o Diabo lhe ofereceu uma vida segura, sem imprevistos. As três tentações foram ofertas de provisão, prevenção e poder, mas ele as rechaçou porque as considerou mentirosas. O mundo que o Diabo prometia não existe.Porém as pessoas preferem acreditar em suas ilusões. Fugir da crueza da vida é uma grande tentação. Em um primeiro momento, parece cômodo refugiar-se da realidade, negando-a. É bom acreditar que a riqueza, a saúde, a felicidade estão pertinho dos que souberem manipular Deus.O mundo neopentecostal se desconectou da realidade. Seus seguidores vivem em negação. Não aceitam partilhar a sorte de todos os mortais. Confundem esperança com deslumbre, virtude com onipotência mágica, culto com manipulação de forças esotéricas e espiritualidade com narcisismo religioso.Os sociólogos têm razão: o crescimento numérico dos evangélicos não arrefecerá nos próximos anos. Entretanto, o problema é qualitativo. O rastro de feridos e decepcionados que embarcaram nessas promessas irreais já é maior do que se imagina.A demanda por cuidado pastoral vai aumentar. Os egressos do “avivamento evangélico” baterão à porta dos pastores, perguntando: “Por que Deus não me ouviu?” ou “O que fiz de errado?”. Será preciso responder carinhosamente: “Não houve nada de errado com você. Deus não lhe tratou com indiferença. Você apenas alucinou sobre o mundo e misturou fé com fantasia”.
“Soli Deo Gloria”.
Ricardo Gondim é pastor da Assembléia de Deus Betesda no Brasil. Este artigo foi publicado na Ultimato do bimestre
“Soli Deo Gloria”.
Ricardo Gondim é pastor da Assembléia de Deus Betesda no Brasil. Este artigo foi publicado na Ultimato do bimestre

Um Jumentinho na Avenida: A missão da Igreja na Ótica de um pastor Urbano
Numa cidade moderna do século XXI, em face das mudanças psicológicas, sociológicas, tecnológicas e culturais por que passa a nossa época, qualquer pastor, com a sua teologia bíblica e sua experiência mística, mostra-se tão anacrônico[1] quanto um jumentinho na avenida. Ele trafega calmamente, ruminando as suas limitações pessoais, arrastando uma carroça (chamada igreja) cheia de objetos velhos e móveis usados, em meio à velocidade e ao barulho de motocicletas, automóveis, ônibus e caminhões.Fiel e preciso, ele repete as atividades dos jumentos de todos os tempos. O que carrega na carroça interessa a muito pouca gente, mas o seu anúncio anacrônico é triunfalista. Ele expõedados estatísticos ultrapassados e pesquisas desusadas para convencer o homem da cidade de que nada existe de melhor no mundo do que ser jumento e nada mais vital e atual do que uma carroça.Sua visão da cidade e do século é propositadamente limitada e pessimista. Com suas viseiras bem ajustadas, ele insiste em afirmar que o burburinho e a agitação da cidade o impedem de trafegar e que os modernos automóveis à sua volta é que são os grandes problemas da avenida. E vai criticando as pessoas que não querem voltar às soluções “asnais” e “carroçáveis”.Este artigo é justamente a reflexão de um “jumentinho na avenida” que tenta tirar as viseiras, mas em perder a identidade. Se ele não pretende embarcar na onda de pessimismo nostálgico dos companheiros, também não pretende esconder, num esforço visível, as suas orelhas de asno. Deseja apenas encontrar o seu lugar na complexidade do século em que vive.À medida que tira a tala que limita o seu olhar, o jumentinho começa a observar, a inquietar-se, incomodar-se a perguntar... E, começa a observar, a inquietar-se e incomodar os outros. Percebe que tem mais perguntas do que respostas, mais perplexidades do que soluções. Trafega dialeticamnete. Empurra e é empurrado, atrapalha e é atrapalhado, provoca e é provocado na complexa realidade da avenida.De repente ele começa a perceber qeu a cidade não é feita só de avenidas e que ela abriga também outros jumentos que puxam outras carroças não eclesiásticas. Então deixando a avenida e rumando pelos caminhos, ruelas, vias de chão batido apinhadas de barracos, casebres, favelas, seu interesse vai aumentando e ele começa a descobrir que os inúteis trastes de sua carroça são objetos preciosos para uma massa pobre que constitui, para surpresa sua, a imensa maioria de sua cidade.Nesse novo lugar ele se reafirma, reencontrando a alegria e a dignidade de ser jumento. No entanto, a lembrança da avenida ainda o incomoda e, apesar do novo sentido, surgem algumas perguntas. O que fazer com a avenida? Será preciso parar o tráfego? O que fazer com o século XXI: não deveria ser transformado numa imensa Idade Média, onde jumentos pudessem passear confortavelmente? E a carroça, será preciso motorizá-la? Será necessário deixar de ser jumento e transformar-se em piloto de Fórmula 1 para impressionar na avenida?As respostas não são tão óbvias assim. E elas nos convidam a todos, jumentinhos da rua e da avenida, a um humilde trabalho de reflexão. Este artigo é uma pequena contribuição no participar desse mutirão de repensar para refazer a igreja na cidade do nosso século[2].
Numa cidade moderna do século XXI, em face das mudanças psicológicas, sociológicas, tecnológicas e culturais por que passa a nossa época, qualquer pastor, com a sua teologia bíblica e sua experiência mística, mostra-se tão anacrônico[1] quanto um jumentinho na avenida. Ele trafega calmamente, ruminando as suas limitações pessoais, arrastando uma carroça (chamada igreja) cheia de objetos velhos e móveis usados, em meio à velocidade e ao barulho de motocicletas, automóveis, ônibus e caminhões.Fiel e preciso, ele repete as atividades dos jumentos de todos os tempos. O que carrega na carroça interessa a muito pouca gente, mas o seu anúncio anacrônico é triunfalista. Ele expõedados estatísticos ultrapassados e pesquisas desusadas para convencer o homem da cidade de que nada existe de melhor no mundo do que ser jumento e nada mais vital e atual do que uma carroça.Sua visão da cidade e do século é propositadamente limitada e pessimista. Com suas viseiras bem ajustadas, ele insiste em afirmar que o burburinho e a agitação da cidade o impedem de trafegar e que os modernos automóveis à sua volta é que são os grandes problemas da avenida. E vai criticando as pessoas que não querem voltar às soluções “asnais” e “carroçáveis”.Este artigo é justamente a reflexão de um “jumentinho na avenida” que tenta tirar as viseiras, mas em perder a identidade. Se ele não pretende embarcar na onda de pessimismo nostálgico dos companheiros, também não pretende esconder, num esforço visível, as suas orelhas de asno. Deseja apenas encontrar o seu lugar na complexidade do século em que vive.À medida que tira a tala que limita o seu olhar, o jumentinho começa a observar, a inquietar-se, incomodar-se a perguntar... E, começa a observar, a inquietar-se e incomodar os outros. Percebe que tem mais perguntas do que respostas, mais perplexidades do que soluções. Trafega dialeticamnete. Empurra e é empurrado, atrapalha e é atrapalhado, provoca e é provocado na complexa realidade da avenida.De repente ele começa a perceber qeu a cidade não é feita só de avenidas e que ela abriga também outros jumentos que puxam outras carroças não eclesiásticas. Então deixando a avenida e rumando pelos caminhos, ruelas, vias de chão batido apinhadas de barracos, casebres, favelas, seu interesse vai aumentando e ele começa a descobrir que os inúteis trastes de sua carroça são objetos preciosos para uma massa pobre que constitui, para surpresa sua, a imensa maioria de sua cidade.Nesse novo lugar ele se reafirma, reencontrando a alegria e a dignidade de ser jumento. No entanto, a lembrança da avenida ainda o incomoda e, apesar do novo sentido, surgem algumas perguntas. O que fazer com a avenida? Será preciso parar o tráfego? O que fazer com o século XXI: não deveria ser transformado numa imensa Idade Média, onde jumentos pudessem passear confortavelmente? E a carroça, será preciso motorizá-la? Será necessário deixar de ser jumento e transformar-se em piloto de Fórmula 1 para impressionar na avenida?As respostas não são tão óbvias assim. E elas nos convidam a todos, jumentinhos da rua e da avenida, a um humilde trabalho de reflexão. Este artigo é uma pequena contribuição no participar desse mutirão de repensar para refazer a igreja na cidade do nosso século[2].
terça-feira, 9 de setembro de 2008
"A Gaiola do pássaro tem lúz artificial"

Tal como o titulo nos diz esta peça é uma metáfora a nós, á sociedade e ao sistema.
Os nossos naturais valores são-nos camuflados por artificialidades, fazendo-nos esquecer que somos livres pássaros para voar mas que estamos dentro de uma gaiola...
Por Valdécio Gama
sábado, 6 de setembro de 2008
Veja o lado bom das más noticias
“Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos” (Salmos 119:71). Ninguém gosta da dor. Contudo o salmista tinha uma atitude positiva de fé que o capacitou a lidar com as circunstâncias dolorosas. Ele não disfarçou a realidade mas a viu de maneira otimista e se mostrou bem positiva ao enfrentar seus problemas. As notícias más de ter que agüentar o problema deram-lhe uma oportunidade para aprender a verdade de Deus. Nós precisamos cultivar esta atitude nestas épocas difíceis. As coisas que são difíceis de agüentar podem ser proveitosas para recordar.
A boa notícia da Bíblia é, apesar dos problemas deste mundo e das falhas do homem, a verdade encorajadora que Deus pode trazer o bem do mal. “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Romanos 8:28). Se amarmos a Deus de modo supremo, teremos a confianção que a vontade dele é levar seus filhos fiéis para o céu. Lá a alegria e êxtase eternas esperam-nos. Todas as lágrimas e tristezas são esquecidas para sempre (Apocalipse 21:3-7; 22:3-5)!
1. A Realidade do Inferno Pode nos Despertar. Como o inferno pode ser uma notícia boa? João Batista pregou sobre o julgamento final de Cristo: “A sua pá, ele a tem na mão, para limpar completamente a sua eira e recolher o trigo no seu celeiro; porém queimará a palha em fogo inextinguível. Assim, pois, com muitas outras exortações anunciava o evangelho ao povo” (Lucas 3:17-18). Os salvos são mantidos como o bom trigo. Os perdidos são separados e punidos como a palha queimada e sem valor. A Bíblia ensina claramente a realidade da punição horrível do inferno (Marcos 9:43-48). A má notícia da realidade do inferno é parte do evangelho (a boa nova da salvação do pecado)! Se não houvesse pecado, não poderia haver salvação (libertação do pecado). Nós apreciamos verdadeiramente a graça salvadora de Deus na luz da ira terrível da justiça de Deus! A convicção do pecado e o reconhecimento da ira de Deus podem motivar a alma ainda sensível do perdido a buscar a misericórdia de Deus em Cristo (Atos 2:36-38; 8:20-24). O homem tem que reconhecer que há más notícias sem Cristo para que aprecie a boa notícia de Cristo.
2. O Poder de Cristo Pode nos Ajudar.“Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (João 16:33). Jesus incentivou seus discípulos desanimados, chateados com sua partida, com palavras da esperança e do conforto. Jesus nosso Senhor é maior do que qualquer problema que nós enfrentarmos. Podemos conseguir, porque ele conseguiu! O mundo encontra-se na escuridão. Em vez de amaldiçoar a escuridão ou sentirmos pena de nós mesmos, podemos ser uma luz aos outros do poder transformador do evangelho (Filipenses 2:14-16). A verdade divina é mais forte do que o erro. O declínio e a deterioração do mundo ao nosso redor são uma oportunidade ótima para a luz de Cristo brilhar através de nós. Aquelas almas procurando ao nosso redor, sobrecarregadas com os problemas da vida e a futilidade do pecado, irão nos perguntar porque temos uma esperança tão edificante (1 Pedro 3:15). As pessoas estariam mais interessadas no evangelho se nós fôssemos mais interessantes. Os perdidos podem ser ganhos para Cristo!
3. A Oportunidade para a Fé nos Fortalecer. “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes” (Tiago 1:2-4). O profeta Tiago nos diz para não reclamarmos sobre nossos problemas como uma maldição. Nós devemos ver todas as sortes de problemas inquietantes que tentam nossa alma como uma oportunidade de fortalecer nossa fé! Nós só ficamos mais fortes exercitando nossos músculos da fé. Alguém chamou problemas de oportunidades disfarçadas. Enfrentar corretamente nossas provações é simplesmente aplicar o que dizemos, o que acreditamos. A má notícia da nossa tribulação é o controle de qualidade de Deus. Ele tem uma finalidade positiva para nosso bem a longo prazo. Testa a profundidade e a força de nossa fé. Deus permite que Satanás nos tente. Seu alvo hostil é derrotar-nos. O alvo aprimorado de Deus para permitir nossa provação é para que possamos superá-las! Como respondemos aos problemas nos diz algo sobre nós mesmos. Nossa reação é espelho de Deus para a condição de nossa alma. Nós tornamo-nos melhores, mais fortes e mais próximos de Deus quando enfrentamos corretamente as provações. Se não houvesse nenhuma provação, não poderia haver nenhum triunfo (Tiago 1:12)! Com ajuda de Deus, a má notícia de provações do mundo podem transformar-se em boas notícias do triunfo de Deus em qualquer crente. É provado que a fé é genuína e Deus é glorificado!
E agora, já se sente melhor?
– por W. Frank Walton
A boa notícia da Bíblia é, apesar dos problemas deste mundo e das falhas do homem, a verdade encorajadora que Deus pode trazer o bem do mal. “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Romanos 8:28). Se amarmos a Deus de modo supremo, teremos a confianção que a vontade dele é levar seus filhos fiéis para o céu. Lá a alegria e êxtase eternas esperam-nos. Todas as lágrimas e tristezas são esquecidas para sempre (Apocalipse 21:3-7; 22:3-5)!
1. A Realidade do Inferno Pode nos Despertar. Como o inferno pode ser uma notícia boa? João Batista pregou sobre o julgamento final de Cristo: “A sua pá, ele a tem na mão, para limpar completamente a sua eira e recolher o trigo no seu celeiro; porém queimará a palha em fogo inextinguível. Assim, pois, com muitas outras exortações anunciava o evangelho ao povo” (Lucas 3:17-18). Os salvos são mantidos como o bom trigo. Os perdidos são separados e punidos como a palha queimada e sem valor. A Bíblia ensina claramente a realidade da punição horrível do inferno (Marcos 9:43-48). A má notícia da realidade do inferno é parte do evangelho (a boa nova da salvação do pecado)! Se não houvesse pecado, não poderia haver salvação (libertação do pecado). Nós apreciamos verdadeiramente a graça salvadora de Deus na luz da ira terrível da justiça de Deus! A convicção do pecado e o reconhecimento da ira de Deus podem motivar a alma ainda sensível do perdido a buscar a misericórdia de Deus em Cristo (Atos 2:36-38; 8:20-24). O homem tem que reconhecer que há más notícias sem Cristo para que aprecie a boa notícia de Cristo.
2. O Poder de Cristo Pode nos Ajudar.“Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (João 16:33). Jesus incentivou seus discípulos desanimados, chateados com sua partida, com palavras da esperança e do conforto. Jesus nosso Senhor é maior do que qualquer problema que nós enfrentarmos. Podemos conseguir, porque ele conseguiu! O mundo encontra-se na escuridão. Em vez de amaldiçoar a escuridão ou sentirmos pena de nós mesmos, podemos ser uma luz aos outros do poder transformador do evangelho (Filipenses 2:14-16). A verdade divina é mais forte do que o erro. O declínio e a deterioração do mundo ao nosso redor são uma oportunidade ótima para a luz de Cristo brilhar através de nós. Aquelas almas procurando ao nosso redor, sobrecarregadas com os problemas da vida e a futilidade do pecado, irão nos perguntar porque temos uma esperança tão edificante (1 Pedro 3:15). As pessoas estariam mais interessadas no evangelho se nós fôssemos mais interessantes. Os perdidos podem ser ganhos para Cristo!
3. A Oportunidade para a Fé nos Fortalecer. “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes” (Tiago 1:2-4). O profeta Tiago nos diz para não reclamarmos sobre nossos problemas como uma maldição. Nós devemos ver todas as sortes de problemas inquietantes que tentam nossa alma como uma oportunidade de fortalecer nossa fé! Nós só ficamos mais fortes exercitando nossos músculos da fé. Alguém chamou problemas de oportunidades disfarçadas. Enfrentar corretamente nossas provações é simplesmente aplicar o que dizemos, o que acreditamos. A má notícia da nossa tribulação é o controle de qualidade de Deus. Ele tem uma finalidade positiva para nosso bem a longo prazo. Testa a profundidade e a força de nossa fé. Deus permite que Satanás nos tente. Seu alvo hostil é derrotar-nos. O alvo aprimorado de Deus para permitir nossa provação é para que possamos superá-las! Como respondemos aos problemas nos diz algo sobre nós mesmos. Nossa reação é espelho de Deus para a condição de nossa alma. Nós tornamo-nos melhores, mais fortes e mais próximos de Deus quando enfrentamos corretamente as provações. Se não houvesse nenhuma provação, não poderia haver nenhum triunfo (Tiago 1:12)! Com ajuda de Deus, a má notícia de provações do mundo podem transformar-se em boas notícias do triunfo de Deus em qualquer crente. É provado que a fé é genuína e Deus é glorificado!
E agora, já se sente melhor?
– por W. Frank Walton
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
AMIZADE
Certa vez um soldado disse ao seu tenente:
-Meu amigo não voltou do campo de batalha, senhor, solicito permissão para ir buscá-lo.
-Permissão negada, replicou o oficial. Não quero que arrisque a sua vida por um homem que provavelmente está morto.
O soldado, ignorando a proibição, saiu, e uma hora mais tarde regressou, mortalmente ferido, transportando o cadáver de seu amigo. O oficial estava furioso:
-Já tinha dito que ele estava morto!!! Agora eu perdi dois homens! Diga-me, valeu apena trazer um cadáver?
E o soldado moribundo, respondeu:
-Claro que sim, senhor! Quando o encontrei, ele ainda estava vivo e pode dizer:
-"Tinha certeza que você viria!!!"
Fonte: Ilustrações Vl-2,( Josué Gonçalves)
-Meu amigo não voltou do campo de batalha, senhor, solicito permissão para ir buscá-lo.
-Permissão negada, replicou o oficial. Não quero que arrisque a sua vida por um homem que provavelmente está morto.
O soldado, ignorando a proibição, saiu, e uma hora mais tarde regressou, mortalmente ferido, transportando o cadáver de seu amigo. O oficial estava furioso:
-Já tinha dito que ele estava morto!!! Agora eu perdi dois homens! Diga-me, valeu apena trazer um cadáver?
E o soldado moribundo, respondeu:
-Claro que sim, senhor! Quando o encontrei, ele ainda estava vivo e pode dizer:
-"Tinha certeza que você viria!!!"
Fonte: Ilustrações Vl-2,( Josué Gonçalves)
Em quem confiarás a tua defesa?
Nos escritos finais do apóstolo Paulo, um apelo é feito ao seu jovem “filho na fé”, Timóteo, para que venha logo a ele, antes que chegue o inverno. 2 Timóteo é uma carta pessoal e apaixonante de esperança preservada para todo o tempo, falando palavras de expectativa da vida de Paulo (especialmente o capítulo 4). Ele fala da sua morte pendente em termos de vitória, não de derrota. Ele busca colocar vários aspectos da sua vida em ordem, como pedir que Timóteo venha logo e traga Marcos, junto com a capa que ele deixou com Carpo em Trôade. Ele também solicita que Timóteo traga os seus livros e especialmente os pergaminhos.
Nestes momentos de reflexão, Paulo se lembra de que Alexandre o latoeiro lhe fez e deixa este assunto nas mãos de Deus. Tristemente, Paulo conta de quando ele apresentou a sua "primeira defesa, ninguém foi a meu favor; antes, todos me abandonaram” (2Tm 4:16). Como estes pensamentos foram difíceis para Paulo enquanto ele ensaiava os eventos que levaram ao seu aprisionamento e morte pendente. Quando ele ficou para fazer a sua defesa diante dos homens, ele não tinha um amigo que permanecesse com ele. Ele permaneceu sozinho no julgamento da opinião mundana e apenas se ouviria as suas palavras.
Paulo sabia que quem permanecesse ao seu lado logo se encontraria no mesmo lugar que ele se encontrava naquele momento. Ninguém tinha a coragem de enfrentar o julgamento que ele enfrentava nem as conseqüências da sua pregação. Foi abandonado, e deixado para defender o seu próprio nome. Entristeceu grandemente o seu coração a falta de uma mão humana para segurar firmemente ou uma voz suave e reconfortante para dar confiança. Poderia ter se lembrado dos tempos maravilhosos em Filipo quando, jogado na cela com os pés acorrentados, ele e Silas oraram juntos e cantaram hinos a Deus–juntos.
Na sua primeira defesa não havia ninguém, pois todos o haviam desertado. Porém ele sabia que as vidas daqueles que o abandonaram ainda estavam sendo influenciadas pelo evangelho de Jesus Cristo. Paulo era um homem mais velho de sabedoria e compreensão maior do espírito humano. Sabia daqueles que o abandonaram pela sua fraqueza e das suas necessidades perante Deus. Não tinha um espírito de vingança em relação a eles, mas em humildade pede pelas bênçãos do Senhor sobre eles. “Que isto lhes não seja imputado.” (2Tm 4:16 ).
A cena de Paulo é um espelho de tantos que se encontraram sofrendo por Cristo e sofrendo sozinhos. O exemplo de Jesus é colocado diante daqueles que desejam segui-lo e levarem as suas cruzes. Jesus disse em João 16:32: “Eis que vem a hora e já é chegada, em que sereis dispersos, cada um para sua casa, e me deixareis só; contudo, não estou só, porque o Pai está comigo.” Como o seu Senhor, Paulo sabia que, quando ninguém permanecesse com ele, Deus sempre estaria lá. Ele escreve: “Mas o Senhor me assistiu e me revestiu de forças, para que, por meu intermédio, a pregação fosse plenamente cumprida, e todos os gentios a ouvissem; e fui libertado da boca do leão. O Senhor me livrará também de toda obra maligna e me levará salvo para o seu reino celestial. A ELE, glória pelos séculos dos séculos. Amém!” (4:17-18)
Nas nossas lutas diárias podemos ser abandonados por todos os homens e ninguém permanecerá conosco. Podemos nos encontrar sozinhos, lutando como a única pessoa no mundo que busca fazer o que é certo. A nossa recompensa não vem da presença dos nossos amigos, mas da presença do nosso Deus. Muitas vezes abandonamos os outros quando deveríamos estar mais fortes. Como Paulo orou por aqueles que o deixaram, nós também devemos crescer em força e coragem para enfrentar as dificuldades da vida. Lembrem de como somos importantes um para com o outro e de como precisamos permanecer com outros pela causa de Cristo. Quando tudo estiver dito e feito, poderemos lembrar das palavras do nosso Deus: “De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei. Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?” (Hebreus 13:5-6).
Nestes momentos de reflexão, Paulo se lembra de que Alexandre o latoeiro lhe fez e deixa este assunto nas mãos de Deus. Tristemente, Paulo conta de quando ele apresentou a sua "primeira defesa, ninguém foi a meu favor; antes, todos me abandonaram” (2Tm 4:16). Como estes pensamentos foram difíceis para Paulo enquanto ele ensaiava os eventos que levaram ao seu aprisionamento e morte pendente. Quando ele ficou para fazer a sua defesa diante dos homens, ele não tinha um amigo que permanecesse com ele. Ele permaneceu sozinho no julgamento da opinião mundana e apenas se ouviria as suas palavras.
Paulo sabia que quem permanecesse ao seu lado logo se encontraria no mesmo lugar que ele se encontrava naquele momento. Ninguém tinha a coragem de enfrentar o julgamento que ele enfrentava nem as conseqüências da sua pregação. Foi abandonado, e deixado para defender o seu próprio nome. Entristeceu grandemente o seu coração a falta de uma mão humana para segurar firmemente ou uma voz suave e reconfortante para dar confiança. Poderia ter se lembrado dos tempos maravilhosos em Filipo quando, jogado na cela com os pés acorrentados, ele e Silas oraram juntos e cantaram hinos a Deus–juntos.
Na sua primeira defesa não havia ninguém, pois todos o haviam desertado. Porém ele sabia que as vidas daqueles que o abandonaram ainda estavam sendo influenciadas pelo evangelho de Jesus Cristo. Paulo era um homem mais velho de sabedoria e compreensão maior do espírito humano. Sabia daqueles que o abandonaram pela sua fraqueza e das suas necessidades perante Deus. Não tinha um espírito de vingança em relação a eles, mas em humildade pede pelas bênçãos do Senhor sobre eles. “Que isto lhes não seja imputado.” (2Tm 4:16 ).
A cena de Paulo é um espelho de tantos que se encontraram sofrendo por Cristo e sofrendo sozinhos. O exemplo de Jesus é colocado diante daqueles que desejam segui-lo e levarem as suas cruzes. Jesus disse em João 16:32: “Eis que vem a hora e já é chegada, em que sereis dispersos, cada um para sua casa, e me deixareis só; contudo, não estou só, porque o Pai está comigo.” Como o seu Senhor, Paulo sabia que, quando ninguém permanecesse com ele, Deus sempre estaria lá. Ele escreve: “Mas o Senhor me assistiu e me revestiu de forças, para que, por meu intermédio, a pregação fosse plenamente cumprida, e todos os gentios a ouvissem; e fui libertado da boca do leão. O Senhor me livrará também de toda obra maligna e me levará salvo para o seu reino celestial. A ELE, glória pelos séculos dos séculos. Amém!” (4:17-18)
Nas nossas lutas diárias podemos ser abandonados por todos os homens e ninguém permanecerá conosco. Podemos nos encontrar sozinhos, lutando como a única pessoa no mundo que busca fazer o que é certo. A nossa recompensa não vem da presença dos nossos amigos, mas da presença do nosso Deus. Muitas vezes abandonamos os outros quando deveríamos estar mais fortes. Como Paulo orou por aqueles que o deixaram, nós também devemos crescer em força e coragem para enfrentar as dificuldades da vida. Lembrem de como somos importantes um para com o outro e de como precisamos permanecer com outros pela causa de Cristo. Quando tudo estiver dito e feito, poderemos lembrar das palavras do nosso Deus: “De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei. Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?” (Hebreus 13:5-6).
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
LIVRE
Livre!
Ser livre da matéria escrava,
Arrancar os grilhões que nos flagelam livre,
penetrar nos Dons que selam A alma e lhe emprestam toda a etérea lava.Livre da humana, da terrestre bava .
Dos corações daninhos que regelam Quando os nossos sentidos se rebelam Contra a Infâmia bifronte que deprava.
Livre! bem livre para andar mais puro,Mais junto à Natureza e mais seguro
Do seu amor, de todas as justiças.
Livre! para sentir a Natureza,Para gozar, na universal Grandeza,Fecundas e arcangélicas preguiças.
Cruz e Souza
Ser livre da matéria escrava,
Arrancar os grilhões que nos flagelam livre,
penetrar nos Dons que selam A alma e lhe emprestam toda a etérea lava.Livre da humana, da terrestre bava .
Dos corações daninhos que regelam Quando os nossos sentidos se rebelam Contra a Infâmia bifronte que deprava.
Livre! bem livre para andar mais puro,Mais junto à Natureza e mais seguro
Do seu amor, de todas as justiças.
Livre! para sentir a Natureza,Para gozar, na universal Grandeza,Fecundas e arcangélicas preguiças.
Cruz e Souza
domingo, 31 de agosto de 2008
"Achados e perdidos"
"Blogagem missionária UBE - Eu participo".Jesus tinha paixão pelas pessoas e não apenas paixão por aqueles que acreditavam e seguiam seus ensinamentos. E falar de humanidade em alguns círculos religiosos evangélicos, é ser interpretado como carnal ou mundano.
A luz não deve brilhar somente entre quatro paredes, mas deve irradiar além dos muros dos templos e alcançar aqueles que andam em trevas perdidos no mundo.
Não posso deixar que a minha espiritualidade me torne desumano. Devemos estar mais perto das necessidades das pessoas. Quero estar mais próximo dos objetivos de Deus, que muito pelo contrario é mais centrado no mundo do que na igreja. Jesus disse que os “sãos” não necessitam de médico, e sim os doentes. Um mundo adoecido, desesperado, perdido sem rumo, é o principal foco do amor de Deus.
A "igreja" de hoje parece estar mais preocupada em aumentar o número de membros, que resgatar seus soldados feridos em campo de batalha, onde os feridos e perdidos são ligeiramente substituídos seguindo em frente sem sentir a falta dos que ficaram para trás.
As ovelhas são feridas pelas lideranças que não respondem perguntas inquietantes sobre suas necessidades, dúvidas e sua própria fé, esmagando-as pelo pesado fardo proveniente de doutrinas religiosas, causando o abandono da fé.
Mais da metade dos que abandonaram as igrejas tem problemas com ressentimentos e falta de perdão causadas pela decepção com a liderança, falsas profecias, ou desprezo." são raros os líderes que pensam em deixar suas noventa e nove ovelhas para sair atrás da centésima extraviada."
Amor pelas almas é o coração de missões. Jesus Cristo agia mediante a este principio, ao ver as multidões, sempre ocorria um desconforto em seu Espírito por perceber que elas eram ovelhas sem pastor (Mc. 6.34,35).
Por Valdécio Gama
sábado, 30 de agosto de 2008
DECISÃO

Tomar decisões extenua o cérebro
O cérebro é como um músculo: quando cansado torna-se menos eficaz
A mente humana é uma máquina notável, porém limitada. Recentemente, um conjunto crescente de pesquisas tem focalizado certa limitação mental, relacionada à nossa capacidade de usar uma peculiaridade da mente conhecida como função executiva. Quando se concentra em uma tarefa específica por um período prolongado ou se opta por comer uma salada em vez de um pedaço de bolo, os músculos da função executiva estão sendo flexionados. Os dois processos mentais exigem esforço consciente ─ de resistir à tentação de deixar a sua mente vagar ou de sucumbir ao prazer da sobremesa. O problema é que a utilização da função executiva ─ um talento em que todos confiam do começo ao fim do dia ─ recorre a uma única fonte cerebral de capacidade limitada. Quando esse recurso é esgotado por uma atividade, nossa capacidade mental pode ser seriamente reduzida para outras atividades aparentemente estranhas.
Tarefas Onerosas
Mas, que tipo de ações esgota a função executiva e afetam a tomada de decisões posteriores? Até recentemente, pesquisadores concentraram-se em atividades que envolviam o exercício do autocontrole ou o direcionamento da atenção. Por exemplo, há muito se admite que tarefas cognitivas extenuantes ─ como submeter-se ao Teste de Aptidão Escolar (SAT, em inglês) ─ pode tornar mais difícil concentrar-se depois. Resultados recentes sugerem que essas atividades mentais exigentes podem ser de âmbito muito mais amplo ─ e podem até envolver a própria atividade de fazer escolhas. Em uma série de experiências e estudos de campo, a psicóloga da University of Minnesota, Kathleen Vohs e colegas, demonstraram repetidamente que o simples ato de fazer uma escolha pode empobrecer os recursos executivos. Pesquisadores descobriram que participantes que fizeram mais escolhas em um shopping center, eram menos susceptíveis a persistir e se sair bem na resolução de problemas simples de álgebra. Em outra tarefa do mesmo estudo, os estudantes que deviam marcar suas preferências sobre cursos necessários para completar sua graduação tinham mais chances de adiar a preparação para um teste importante. Em vez de estudar, essas mentes "cansadas" se envolviam em atividades de lazer e distração.Por que é tão difícil tomar uma decisão? Evidências envolvem dois componentes importantes: compromisso e decisão sobre escolhas conflitantes. O primeiro tem por base a noção de que se comprometer com uma determinada ação exige uma mudança do estado de deliberação para o de execução. Em outras palavras, é preciso fazer uma transição da reflexão sobre opções para realmente dar prosseguimento a uma decisão. Essa mudança, segundo Vohs, exige recursos das faculdades executivas. Em uma investigação paralela, o professor Nathan Novemsky e seus colegas da Yale University sugerem que o simples ato de resolver escolhas conflitantes pode ser extenuante. Por exemplo, cientistas mostram que pessoas que tinham que avaliar o grau de atração entre diferentes opções ficavam muito menos esgotadas que aquelas que tinham que fazer escolhas exatamente entre as mesmas opções.
Exigente nas Escolhas
Estas conclusões têm implicações importantes no mundo real. Se fazer escolhas esgota os recursos executivos, então as decisões subseqüentes podem ser afetadas negativamente pois somos forçados a escolher com um cérebro fatigado. Com efeito, a psicóloga da University of Maryland, Anastasiya Pocheptsova e seus colegas, observaram exatamente esse efeito: indivíduos que tinham que prestar atenção ─ o que exige controle executivo ─ fizeram escolhas significativamente diferentes de pessoas que não precisaram controlar a atenção. Essas opções seguem um padrão muito específico: dependem de uma forma cada vez mais simplista, e muitas vezes inferior, de um processo mental, e assim podem ceder a um engano perceptivo. Por exemplo, participantes que foram solicitados a ignorar as legendas interessantes de um videoclipe enfadonho ficavam muito mais propensos a escolher uma opção mais próxima de um “engano” claramente inferior ─ uma opção semelhante a uma das boas escolhas, mas que obviamente não era tão boa ─ do que participantes que assistiram ao mesmo clipe, mas que foram solicitados a não ignorar nada. Provavelmente, a tentativa de controlar a atenção e ignorar uma sugestão interessante exauriu o limitado recurso das funções executivas, tornando significativamente mais difícil ignorar a existência da opção inferior. Os indivíduos com cérebros excessivamente solicitados tomam piores decisões. Esses resultados experimentais sugerem que o cérebro funciona como um músculo: quando esgotado, torna-se menos eficaz. Portanto, devemos levar em conta esse conhecimento ao tomar decisões. Se passarmos muito tempo concentrados em uma tarefa específica, exercitando o autocontrole ou mesmo se fizermos apenas uma série de escolhas aparentemente pequenas, então não devemos tentar tomar uma decisão importante. Estes efeitos prejudiciais acumulativos de um cérebro cansado podem ter um efeito desastroso no rumo de nossas vidas.
por On Amir
Questões da Mente é editada por Jonas Lehrer, escritor científico que mantém o blog The Frontal Córtex (Córtex Frontal) e do livro Proust was a Neuroscientist (Proust era Neurocientista)
Fonte: Scientific American Brasil
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
LIÇÃO DE VIDA
Jesus Cristo teve um nascimento indigno e uma história de turbulências e aflições. Nasceu entre os animais. No aconchego de um estábulo, Ele derramou suas primeiras lágrimas.
Quando tinha dois anos, deveria estar brincando, mas já atravessava grandes sofrimentos. Era perseguido de morte por Herodes. Tinha uma inteligência incomum para um adolescente e foi admirado aos doze anos por intelectuais da época. Todavia, tornou-se um carpinteiro.
Discursou sobre o amor, a tolerância, e o respeito humano como nenhum pensador.Ele foi o mais discriminado e incompreendido dos homens.
Tinha, portanto, todos motivos para ser uma pessoa tensa, ansiosa, irritada e infeliz, mas ele era uma pessoa alegre e tranquila. Ele fazia poesia até mesmo de sua situação precária. Muitos têm bons motivos para serem alegres, mas estão sempre insatisfeitos. não valorizam o que têm, mas valorizam o que não têm. Culpam os outros pelos seus conflitos e detestam a vida que possuem.
Jesus fazia muito com o pouco, nunca acusava os outros por sua situação precária, não reclamava, enfrentava seus desafios sem ferir ninguém, sem agredir ninguém.
Os homens podiam desistir DELE, mas Ele nunca desistia de ninguém. Sabia o que haveria de enfrentar, mas seguiu em frente, sem desistir, sem acusar, com dignidade suportando a sua dor. Cristo levou sobre si todo o peso do pecado do mundo, para que nós fossemos livre para segui-lo à caminho da vida, da salvação.
A vida de Jesus, Sua conduta, ensina-nos importantes lições de vida. Podemos chorar e nos angustiar pelas nossas dificuldades e conflitos, mas nunca desistir de nós mesmos. podemos nos abater, mas nunca desanimar.
A capacidade de recomeçar tudo, quantas vezes forem necessárias, faz dos fracos, fortes. Quando enfrentamos nossas fragilidades e sentimentos de incapacidade, nos libertamos dos grilhões que nos aprisionam, e abrem as portas da liberdade.
Fonte: Superando o cárcere da emoção(Augusto Cury)
Por Valdécio Gama.
Quando tinha dois anos, deveria estar brincando, mas já atravessava grandes sofrimentos. Era perseguido de morte por Herodes. Tinha uma inteligência incomum para um adolescente e foi admirado aos doze anos por intelectuais da época. Todavia, tornou-se um carpinteiro.
Discursou sobre o amor, a tolerância, e o respeito humano como nenhum pensador.Ele foi o mais discriminado e incompreendido dos homens.
Tinha, portanto, todos motivos para ser uma pessoa tensa, ansiosa, irritada e infeliz, mas ele era uma pessoa alegre e tranquila. Ele fazia poesia até mesmo de sua situação precária. Muitos têm bons motivos para serem alegres, mas estão sempre insatisfeitos. não valorizam o que têm, mas valorizam o que não têm. Culpam os outros pelos seus conflitos e detestam a vida que possuem.
Jesus fazia muito com o pouco, nunca acusava os outros por sua situação precária, não reclamava, enfrentava seus desafios sem ferir ninguém, sem agredir ninguém.
Os homens podiam desistir DELE, mas Ele nunca desistia de ninguém. Sabia o que haveria de enfrentar, mas seguiu em frente, sem desistir, sem acusar, com dignidade suportando a sua dor. Cristo levou sobre si todo o peso do pecado do mundo, para que nós fossemos livre para segui-lo à caminho da vida, da salvação.
A vida de Jesus, Sua conduta, ensina-nos importantes lições de vida. Podemos chorar e nos angustiar pelas nossas dificuldades e conflitos, mas nunca desistir de nós mesmos. podemos nos abater, mas nunca desanimar.
A capacidade de recomeçar tudo, quantas vezes forem necessárias, faz dos fracos, fortes. Quando enfrentamos nossas fragilidades e sentimentos de incapacidade, nos libertamos dos grilhões que nos aprisionam, e abrem as portas da liberdade.
Fonte: Superando o cárcere da emoção(Augusto Cury)
Por Valdécio Gama.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
domingo, 24 de agosto de 2008
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Perdão!
Quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que também vosso Pai que está no céu, vos perdoe as vossas ofensas. Mas, se vós não perdoardes, também vosso Pai, que está no céu, não vos perdoará as vossas ofensas. Marcos 11.25-26 Se estamos ofendidas com alguém, se sentimos mágoa e estamos a "fazer de conta que não é nada", não estamos a proceder bem. Nestes versículos Jesus é muito claro: perdoa para que o Pai te perdoe. Jesus para além de estar a dar um conselho, está a advertir para uma verdade. Se não perdoamos, não recebemos perdão. Quem não perdoa está em pecado, porque o perdão é que libera o pecado. Se não perdoamos não recebemos o perdão de Deus, continuamos no pecado. Lucas, 6:28 "bendizei aos que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam." Já disseram mal de ti? já te caluniaram ou levantaram algum testemunho mentiroso contra ti? já te feriram na tua dignidade? já te voltaram a cara para não te falar? Se isso já aconteceu, é natural que te sintas ferida, magoada. Mas a Palavra de Deus é muito clara, só vais sarar dessa ferida, se perdoares. Não digas mal de quem te fez mal, e ora por essa pessoa, e perdoa-lhe. Mateus, 18:21 "Então Pedro, aproximando-se dele, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu hei de perdoar? Até sete?" Pedro só queria era saber quantas vezes tinha que perdoar a quem o estava sempre ofendendo. Jesus respondeu-lhe que o perdão não tem limites....
Mat 18:34 E, indignado, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia. Mateus, 18:35 "Assim vos fará meu Pai celestial, se de coração não perdoardes, cada um a seu irmão." Aqui Jesus está a dar um ensino sobre os resultados da falta de perdão. O versículo 34 diz que somos entregues aos verdugos. Há versões que dizem atormentadores. E também já vi uma versão que fala em prisões.
Penso que esta passagem é tão clara que dispensa comentário algum. Continuamos a bater na mesma tecla, se não perdoarmos.... "assim nos fará o Pai Celestial".
Certamente que no campo espiritual, as prisões se referem a opressões demoníacas, que nos atormentam, e também já li que a falta de perdão pode até provocar doenças em nosso corpo. Há coisas que nos acontecem - Deus permite que elas aconteçam - precisamente porque estamos em dívida de perdão para com alguém.
Que o Senhor Jesus nos ajude a analisarmos a nossa vida, de modo a que nenhuma raíz de amargura esteja instalada em nosso coração e impeça o fluir do Espírito Santo.
Publicada por Isabel em 16.3.08
Etiquetas: Inspiração
Mat 18:34 E, indignado, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia. Mateus, 18:35 "Assim vos fará meu Pai celestial, se de coração não perdoardes, cada um a seu irmão." Aqui Jesus está a dar um ensino sobre os resultados da falta de perdão. O versículo 34 diz que somos entregues aos verdugos. Há versões que dizem atormentadores. E também já vi uma versão que fala em prisões.
Penso que esta passagem é tão clara que dispensa comentário algum. Continuamos a bater na mesma tecla, se não perdoarmos.... "assim nos fará o Pai Celestial".
Certamente que no campo espiritual, as prisões se referem a opressões demoníacas, que nos atormentam, e também já li que a falta de perdão pode até provocar doenças em nosso corpo. Há coisas que nos acontecem - Deus permite que elas aconteçam - precisamente porque estamos em dívida de perdão para com alguém.
Que o Senhor Jesus nos ajude a analisarmos a nossa vida, de modo a que nenhuma raíz de amargura esteja instalada em nosso coração e impeça o fluir do Espírito Santo.
Publicada por Isabel em 16.3.08
Etiquetas: Inspiração
Liberdade...
A LIBERDADE HUMANA
"Deus dotou a vontade do homem de tal liberdade, que ele nem é forçado para o bem ou para o mal, nem a isso é determinado por qualquer necessidade absoluta da sua natureza" Confissão de Fé de Westminster, Capítulo IX, seção 1
Quando estudamos a doutrina do Homem, torna-se inevitável enfrentarmos a questão da liberdade. Os teólogos reformados, os chamados calvinistas, têm sido criticados como alguém que não crê que o homem seja livre. Isto não é verdade, e os membros da IPO que têm acompanhados os últimos estudos, já perceberam isso. Nós cremos que o homem tem liberdade sim, mas a questão que precisamos definir muito bem é: O que é ser livre? O que entendemos por liberdade?
Muita confusão já tem sido criada em torno do termo "livre", e isto porque ele pode ser visto em vários sentidos.
A maioria dos nossos irmão na fé diz acreditar no "Livre Arbítrio" Contudo, a maioria não tem a menor idéia do que isto significa.
A vontade, faculdade que todo homem tem, tem sido exaltada como a fantástica capacidade que a alma tem para discutir sobre coisas, fatos da vida.
Mas as pessoas estão dizendo que o arbítrio (vontade) é livre, precisamos perguntar: De que a vontade é livre? De que ela é capaz?
Para provar que arbítrio (vontade) não é livre lanço mão de 2 proposições:
O Mito da Liberdade Circunstancial:
A vontade pode ser livre para planejar, mas não para executar. Quando se diz que a vontade é livre, obviamente não quer dizer que ela determina o curso da nossa vida.
Não escolhemos doença. pobreza ou dor; Não escolhemos nossa condição social, nossa cor, ou nossa inteligência.
Ninguém pode negar que o homem tem vontade, e que esta faculdade de escolher o que dizer, fazer, pensar, etc. ... tem nos frustrado bastante. Pensando em nossa liberdade circunstancial, podemos projetar um curso de ação, mas não podemos realizar o intento. Em outras palavras, nossa vontade tem a capacidade de tomar uma decisão, mas não o poder de realizar seu propósito. ( PV 16:9; Jr 10:23; Lc 12:18-21)
Sim. O homem pode escolher e planejar o que tiver vontade. Mas a sua vontade não é livre para realizar nada contrário à vontade de Deus.
O Mito da Liberdade Ética:
Diz-se que a vontade do homem é livre para decidir entre o bem e o mal. Mas é livre do que? É livre para escolher o que?
A vontade do homem é a sua capacidade de escolher entre alternativas. A sua vontade, de fato, decide qual a sua ação entre um certo número de opções.
Nenhum homem é compelido a agir contrário à sua vontade, nem forçado a dizer aquilo que não quer. Sua decisões não são formadas por uma força externa, mas por forças internas.
A vontade toma decisões, e estas decisões tomadas não estão livres de influências. O homem escolhe com base nos sentimentos, gostos, entendimentos, anseios, etc. Em outras palavras, a vontade não é livre do homem mesmo. Suas escolhas são feitas pelo seu próprio caráter. Sua vontade não é independente de sua natureza.
A vontade é inclinada àquilo que você sente, ama, deseja e conhece. Você sempre escolhe com base em sua disposição; de acordo com a condição do seu coração.
A Bíblia diz que nossa vontade não é livre, ao contrário, ela é escrava do coração - ( Gn 6:5; Rm 3:12; Jr 13:23 ).
A capacidade de escolha do coração do homem é livre para escolher qualquer coisa que o coração ditar; assim, não existe qualquer possibilidade de um homem escolher agradar a Deus sem que haja a prévia operação da Graça Divina. Note o texto bíblico: "Nós O amamos porque Ele nos amou primeiro" I Jo 4:19
Se carne fresca e salada de tomate fossem colocadas diante de uma leão faminto, ele escolheria a carne. É a natureza que dita sua escolha ( Jr. 13:33 )
Por isto não existe livre arbítrio. O arbítrio humano, assim como toda a natureza humana, é inclinado só e continuamente para o mal. (Jr 13:23).
Não existe livre arbítrio a menos que Deus mude o coração e crie um novo coração em submissão e verdade, o homem não pode decidir por Jesus para Ter a vida a vida eterna. ( Jo 3:7; Ez 11:19; 36:26; Atos 16:14 ).
A vontade não é livre. Pelo contrário, ela é escrava, escrava do coração pervertido; escrava da natureza ( Jr. 17:9; 12:2; Mc 7:6,21 ).
Foi a vontade de escolher o fruto proibido que nos atirou na miséria. Só a vontade de Deus tem realmente liberdade, e se quiser pode dar vida. (Jo 1:12-13)
A ORIGEM DA VERDADEIRA LIBERDADE
(posse non peccare)
Definição: Liberdade é a capacidade de fazer o que é agradável a Deus.
Quando Adão e Eva foram criados, tinham a capacidade de escolher como a verdadeira liberdade. Nas palavras de Agostinho, nossos primeiros pais eram "capazes de não pecar" (posse non peccare). Eles poderiam permanecer no estado de tentação que a serpente lhes impôs.
Adão tinha o Livre arbítrio, tinha a capacidade de fazer a escolha certa. Possuía a verdadeira liberdade. Contudo, ainda não era a liberdade perfeita; era verdadeira, porém não perfeita. Pois havia a possibilidade da queda.
Note as palavras da Confissão de Fé de Westminster, Capítulo IX, seção 2
"O homem, em seu estado de inocência, tinha a liberdade e o poder de querer e fazer aquilo que é bom e agradável a Deus, mas mudavelmente, de sorte que pudesse decair dessa liberdade e poder"
A VERDADEIRA LIBERDADE É PERDIDA
(non posse non peccare)
Quando nossos primeiros pais ( Adão e Eva ) caíram em pecado, perderam aquela Liberdade que o Criador lhes havia dado. Perdeu não a capacidade de escolher, mas a verdadeira liberdade, ou seja, perdeu a capacidade de escolher aquilo que agrada a Deus.
Novamente fazemos menção do pensamento de Agostinho. Diz ele: podemos dizer que antes da queda, o homem era "capaz de não pecar". Após a queda é "não ser capaz de não pecar" (non posse non peccare)
As Escrituras ensinam de maneira muito clara que a humanidade decaída perdeu a sua verdadeira liberdade. (João 8:34; Romanos 6:6,17-20 )
A VERDADEIRA LIBERDADE É RESTAURADA
(posse non peccare)
No processo de redenção, o homem decaído começa a restaurar sua liberdade perdida na queda.
Agostinho chamou o estado do homem regenerado de "posse non peccare" - posso não pecar, porque a redenção significa libertação da "escravidão vontade".
Vamos dar um olhada em algumas passagens das Escrituras que mostram que a liberdade para fazer a vontade de Deus, é restaurada na regeneração, operada pelo Espírito Santo em nós. (Jo 8:34-36; Gl 5:1,12,13; II Co 3:17-18; Rm 6:4-6; 14-18; 22 )
A verdadeira liberdade não é licença para pecar ; não significa fazer o que bem quiser. Segundo o apóstolo Pedro (I Pe 2:16), quem tem liberdade, usa-a para servir a Deus.
O exercício de nossa liberdade envolve nossa responsabilidade neste processo que chamamos de santificação.
A VERDADEIRA LIBERDADE APERFEIÇOADA
(non posse peccare).
Em nosso processo de santificação, que é a verdadeira liberdade no processo de redenção, ainda podemos pecar, mas no estado glorificado, na vida por vir, nossa liberdade será aperfeiçoada. Então, como disse Agostinho; estaremos no estado "não posso pecar" (non posse peccare).
Quando estivermos com nossos corpos glorificados, já não seremos mais impedidos em obedecer a Deus com a perfeição que Ele deseja.
Cf. I Co 15:42-43 ; Ap 21:4
Esta glorificação não será apenas na alma, mas também no físico. A Imago Dei, ( Imagem de Deus ) antes ofuscada por causa do pecado de Adão, chegará a sua perfeição por ocasião da Segunda Vinda de Cristo, quando então, seremos ressuscitados e habitaremos para sempre com o Senhor (cf. I Tes. 4:13-18).
o estado final dos Santos Glorificados
Na nossa glorificação, seremos restaurados novamente á perfeita imagem de Deus. Em nosso estado glorificado, vamos poder refletir Deus em sua plenitude. Reporto-me ao Dr. Van Groningen, que afirmou que Deus ao nos criar á sua imagem e semelhança nos deu três mandatos que delineiam os deveres pactuais de Deus com o homem: São eles: os mandatos Espiritual, o Social e o Cultural.
A glorificação ( a imagem aperfeiçoada ) implica em que :
A. O Homem passará a ter um relacionamento perfeito com Deus. ( Mandato espiritual )
De acordo com as Escrituras, os remidos na glória vão poder desfrutar da comunhão plena com Deus; vão Ter uma visão de Deus na face de Cristo ( ap. 22:4 ); vão desfrutar da completa isenção do pecado; vão adorar plenamente o Deus verdadeiro ( Ap. 19:6,7 ). Prestarão um genuíno serviço ao Rei das nações ( Ap. 22:3 ). Tudo isso tinha sido perdido na Queda.
B. O homem passará a Ter um relacionamento perfeito com o próximo (Mandato Social)
No estado glorificado, ou seja, com a Imagem de Deus aperfeiçoada, os santos não mais vão se relacionar egoísticamente, não haverá ressentimentos, mentiras, odio ou manipulações. Amor e comunhão é o que marcará definitivamente o relacionamento entre todos os irmãos. As diferenças desaparecerão. Todos os membros desta Família estarão agora e para todo o sempre na Casa do Pai.
C. O homem passará a Ter um relacionamento perfeito com o cosmos. ( mandato Cultural ).
Paulo em Romanos 8:21 nos diz que "a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção...". Não apenas o ser humano será redimido, mas também toda a criação. Não apenas o homem espera por um novo começo, mas também a criação o espera de forma expectante (Ef 8:19). A glória por vir também receberá uma criação redimida da corrupção do tempo presente. Em Isaías, Deus já prometeu criar novos céus e uma nova terra (vv. 22 e 23) para o seu povo se regozijar.
Se com a Queda, o homem perdeu o domínio sobre a criação, agora no estado de glória, ele vai exercer o domínio, o governo sobre a natureza. Vai herdar a terra. Não mais vai destruí-la como antes. Pelo contrário, o homem vai cumprir o mandato e governar sobre toda a terra, ( G, 1:27,28 ) agora redimida do cativeiro da corrupção.
Autor(a): REV. HERNANDES DIAS LOPES
Pastor da Igreja Presbiteriana de Osasco, Psicanalista Clínico, Mestrando em Teologia pelo centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper
Fonte: www.bibliaworldnet.com.br
"Deus dotou a vontade do homem de tal liberdade, que ele nem é forçado para o bem ou para o mal, nem a isso é determinado por qualquer necessidade absoluta da sua natureza" Confissão de Fé de Westminster, Capítulo IX, seção 1
Quando estudamos a doutrina do Homem, torna-se inevitável enfrentarmos a questão da liberdade. Os teólogos reformados, os chamados calvinistas, têm sido criticados como alguém que não crê que o homem seja livre. Isto não é verdade, e os membros da IPO que têm acompanhados os últimos estudos, já perceberam isso. Nós cremos que o homem tem liberdade sim, mas a questão que precisamos definir muito bem é: O que é ser livre? O que entendemos por liberdade?
Muita confusão já tem sido criada em torno do termo "livre", e isto porque ele pode ser visto em vários sentidos.
A maioria dos nossos irmão na fé diz acreditar no "Livre Arbítrio" Contudo, a maioria não tem a menor idéia do que isto significa.
A vontade, faculdade que todo homem tem, tem sido exaltada como a fantástica capacidade que a alma tem para discutir sobre coisas, fatos da vida.
Mas as pessoas estão dizendo que o arbítrio (vontade) é livre, precisamos perguntar: De que a vontade é livre? De que ela é capaz?
Para provar que arbítrio (vontade) não é livre lanço mão de 2 proposições:
O Mito da Liberdade Circunstancial:
A vontade pode ser livre para planejar, mas não para executar. Quando se diz que a vontade é livre, obviamente não quer dizer que ela determina o curso da nossa vida.
Não escolhemos doença. pobreza ou dor; Não escolhemos nossa condição social, nossa cor, ou nossa inteligência.
Ninguém pode negar que o homem tem vontade, e que esta faculdade de escolher o que dizer, fazer, pensar, etc. ... tem nos frustrado bastante. Pensando em nossa liberdade circunstancial, podemos projetar um curso de ação, mas não podemos realizar o intento. Em outras palavras, nossa vontade tem a capacidade de tomar uma decisão, mas não o poder de realizar seu propósito. ( PV 16:9; Jr 10:23; Lc 12:18-21)
Sim. O homem pode escolher e planejar o que tiver vontade. Mas a sua vontade não é livre para realizar nada contrário à vontade de Deus.
O Mito da Liberdade Ética:
Diz-se que a vontade do homem é livre para decidir entre o bem e o mal. Mas é livre do que? É livre para escolher o que?
A vontade do homem é a sua capacidade de escolher entre alternativas. A sua vontade, de fato, decide qual a sua ação entre um certo número de opções.
Nenhum homem é compelido a agir contrário à sua vontade, nem forçado a dizer aquilo que não quer. Sua decisões não são formadas por uma força externa, mas por forças internas.
A vontade toma decisões, e estas decisões tomadas não estão livres de influências. O homem escolhe com base nos sentimentos, gostos, entendimentos, anseios, etc. Em outras palavras, a vontade não é livre do homem mesmo. Suas escolhas são feitas pelo seu próprio caráter. Sua vontade não é independente de sua natureza.
A vontade é inclinada àquilo que você sente, ama, deseja e conhece. Você sempre escolhe com base em sua disposição; de acordo com a condição do seu coração.
A Bíblia diz que nossa vontade não é livre, ao contrário, ela é escrava do coração - ( Gn 6:5; Rm 3:12; Jr 13:23 ).
A capacidade de escolha do coração do homem é livre para escolher qualquer coisa que o coração ditar; assim, não existe qualquer possibilidade de um homem escolher agradar a Deus sem que haja a prévia operação da Graça Divina. Note o texto bíblico: "Nós O amamos porque Ele nos amou primeiro" I Jo 4:19
Se carne fresca e salada de tomate fossem colocadas diante de uma leão faminto, ele escolheria a carne. É a natureza que dita sua escolha ( Jr. 13:33 )
Por isto não existe livre arbítrio. O arbítrio humano, assim como toda a natureza humana, é inclinado só e continuamente para o mal. (Jr 13:23).
Não existe livre arbítrio a menos que Deus mude o coração e crie um novo coração em submissão e verdade, o homem não pode decidir por Jesus para Ter a vida a vida eterna. ( Jo 3:7; Ez 11:19; 36:26; Atos 16:14 ).
A vontade não é livre. Pelo contrário, ela é escrava, escrava do coração pervertido; escrava da natureza ( Jr. 17:9; 12:2; Mc 7:6,21 ).
Foi a vontade de escolher o fruto proibido que nos atirou na miséria. Só a vontade de Deus tem realmente liberdade, e se quiser pode dar vida. (Jo 1:12-13)
A ORIGEM DA VERDADEIRA LIBERDADE
(posse non peccare)
Definição: Liberdade é a capacidade de fazer o que é agradável a Deus.
Quando Adão e Eva foram criados, tinham a capacidade de escolher como a verdadeira liberdade. Nas palavras de Agostinho, nossos primeiros pais eram "capazes de não pecar" (posse non peccare). Eles poderiam permanecer no estado de tentação que a serpente lhes impôs.
Adão tinha o Livre arbítrio, tinha a capacidade de fazer a escolha certa. Possuía a verdadeira liberdade. Contudo, ainda não era a liberdade perfeita; era verdadeira, porém não perfeita. Pois havia a possibilidade da queda.
Note as palavras da Confissão de Fé de Westminster, Capítulo IX, seção 2
"O homem, em seu estado de inocência, tinha a liberdade e o poder de querer e fazer aquilo que é bom e agradável a Deus, mas mudavelmente, de sorte que pudesse decair dessa liberdade e poder"
A VERDADEIRA LIBERDADE É PERDIDA
(non posse non peccare)
Quando nossos primeiros pais ( Adão e Eva ) caíram em pecado, perderam aquela Liberdade que o Criador lhes havia dado. Perdeu não a capacidade de escolher, mas a verdadeira liberdade, ou seja, perdeu a capacidade de escolher aquilo que agrada a Deus.
Novamente fazemos menção do pensamento de Agostinho. Diz ele: podemos dizer que antes da queda, o homem era "capaz de não pecar". Após a queda é "não ser capaz de não pecar" (non posse non peccare)
As Escrituras ensinam de maneira muito clara que a humanidade decaída perdeu a sua verdadeira liberdade. (João 8:34; Romanos 6:6,17-20 )
A VERDADEIRA LIBERDADE É RESTAURADA
(posse non peccare)
No processo de redenção, o homem decaído começa a restaurar sua liberdade perdida na queda.
Agostinho chamou o estado do homem regenerado de "posse non peccare" - posso não pecar, porque a redenção significa libertação da "escravidão vontade".
Vamos dar um olhada em algumas passagens das Escrituras que mostram que a liberdade para fazer a vontade de Deus, é restaurada na regeneração, operada pelo Espírito Santo em nós. (Jo 8:34-36; Gl 5:1,12,13; II Co 3:17-18; Rm 6:4-6; 14-18; 22 )
A verdadeira liberdade não é licença para pecar ; não significa fazer o que bem quiser. Segundo o apóstolo Pedro (I Pe 2:16), quem tem liberdade, usa-a para servir a Deus.
O exercício de nossa liberdade envolve nossa responsabilidade neste processo que chamamos de santificação.
A VERDADEIRA LIBERDADE APERFEIÇOADA
(non posse peccare).
Em nosso processo de santificação, que é a verdadeira liberdade no processo de redenção, ainda podemos pecar, mas no estado glorificado, na vida por vir, nossa liberdade será aperfeiçoada. Então, como disse Agostinho; estaremos no estado "não posso pecar" (non posse peccare).
Quando estivermos com nossos corpos glorificados, já não seremos mais impedidos em obedecer a Deus com a perfeição que Ele deseja.
Cf. I Co 15:42-43 ; Ap 21:4
Esta glorificação não será apenas na alma, mas também no físico. A Imago Dei, ( Imagem de Deus ) antes ofuscada por causa do pecado de Adão, chegará a sua perfeição por ocasião da Segunda Vinda de Cristo, quando então, seremos ressuscitados e habitaremos para sempre com o Senhor (cf. I Tes. 4:13-18).
o estado final dos Santos Glorificados
Na nossa glorificação, seremos restaurados novamente á perfeita imagem de Deus. Em nosso estado glorificado, vamos poder refletir Deus em sua plenitude. Reporto-me ao Dr. Van Groningen, que afirmou que Deus ao nos criar á sua imagem e semelhança nos deu três mandatos que delineiam os deveres pactuais de Deus com o homem: São eles: os mandatos Espiritual, o Social e o Cultural.
A glorificação ( a imagem aperfeiçoada ) implica em que :
A. O Homem passará a ter um relacionamento perfeito com Deus. ( Mandato espiritual )
De acordo com as Escrituras, os remidos na glória vão poder desfrutar da comunhão plena com Deus; vão Ter uma visão de Deus na face de Cristo ( ap. 22:4 ); vão desfrutar da completa isenção do pecado; vão adorar plenamente o Deus verdadeiro ( Ap. 19:6,7 ). Prestarão um genuíno serviço ao Rei das nações ( Ap. 22:3 ). Tudo isso tinha sido perdido na Queda.
B. O homem passará a Ter um relacionamento perfeito com o próximo (Mandato Social)
No estado glorificado, ou seja, com a Imagem de Deus aperfeiçoada, os santos não mais vão se relacionar egoísticamente, não haverá ressentimentos, mentiras, odio ou manipulações. Amor e comunhão é o que marcará definitivamente o relacionamento entre todos os irmãos. As diferenças desaparecerão. Todos os membros desta Família estarão agora e para todo o sempre na Casa do Pai.
C. O homem passará a Ter um relacionamento perfeito com o cosmos. ( mandato Cultural ).
Paulo em Romanos 8:21 nos diz que "a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção...". Não apenas o ser humano será redimido, mas também toda a criação. Não apenas o homem espera por um novo começo, mas também a criação o espera de forma expectante (Ef 8:19). A glória por vir também receberá uma criação redimida da corrupção do tempo presente. Em Isaías, Deus já prometeu criar novos céus e uma nova terra (vv. 22 e 23) para o seu povo se regozijar.
Se com a Queda, o homem perdeu o domínio sobre a criação, agora no estado de glória, ele vai exercer o domínio, o governo sobre a natureza. Vai herdar a terra. Não mais vai destruí-la como antes. Pelo contrário, o homem vai cumprir o mandato e governar sobre toda a terra, ( G, 1:27,28 ) agora redimida do cativeiro da corrupção.
Autor(a): REV. HERNANDES DIAS LOPES
Pastor da Igreja Presbiteriana de Osasco, Psicanalista Clínico, Mestrando em Teologia pelo centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper
Fonte: www.bibliaworldnet.com.br
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Em nome de Jesus!
Em nome de Jesus
Por Paulo Brabo
Estocado em Fé e Crença
O drama da narrativa bíblica reflete, em muitos sentidos, um árduo esforço divino para eliminar da mente humana o conceito de magia: a noção de que, através de fórmulas mágicas ou procedimentos estabelecidos, Deus ou o universo podem ser manipulados para atingirmos o objetivo que temos em mente.
Desde a primeira página, um dos traços mais distintivos do Deus das Escrituras é que ele não faz barganhas. Não há ritual ou palavra mágica que possa torcer o seu braço a fazer o que queremos. Se Deus concede o que homens lhe pedem é reflexo da sua magnanimidade e da intimidade de relacionamento que ele propõe, jamais da habilidade humana em manipulá-lo.
Essa obsessão divina em apagar da experiência humana a idéia da magia explica muito nas filigranas dos mandamentos e da Lei de Moisés. Israel não deve ter “outros deuses além de mim”, entre outras coisas, porque os deuses dos outros povos são entidades manipuláveis – aceitam suborno, dobram-se diante do ritual certo, vendem-se por um sacrifício, negociam, especulam e cedem a barganhas. Deus sabe que não é assim que o seu universo funciona, e não quer que seu povo adote essa visão distorcida do mundo. Pela mesma razão ele deita rigorosas proibições contra feitiçaria, amuletos e toda espécie de adivinhação.
Os cristãos reincidem constantemente na magia.
O próprio regime de sacrifícios não pressupõe qualquer controle mágico do mundo; as prescrições deixam muito claro que trata-se de provisão graciosa para a purificação dos pecados, e não de instrumento de manipulação. Deus faz alianças e assina contratos que beneficiam outros além de si mesmo, mas não distribui senhas ou abracadabras. No mundo dele você pode pedir, mas não pode obter o que quer por mágica, isto é, pela força e pela argúcia.
O que o Primeiro Testamento elucida o Novo escancara: Jesus passeia pelo mundo demolindo a noção essencialmente mágica de favor prestado e retribuição. Deus – explica o Filho do Homem – não distingue méritos e não rebaixa-se a troca de favores, mas “faz que o seu sol se levante sobre maus e bons”. Seus filhos não devem recorrer a repetitivas fórmulas mágicas em suas orações, “porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes”. Não é o pecado nem o bom comportamento que explicam as desgraças ou as felicidades, porque o mundo não funciona pela lógica simplista e retributiva da magia (”Pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem padecido estas coisas?”).
O universo – Jesus explica – funciona pela lógica singular da graça, não pela lógica humana da magia e da retribuição. Esta é, essencialmente, a natureza da boa nova do reino: Deus não pode ser manipulado a fazer o bem que já está disposto a fazer em primeiro lugar.
Porém a magia tem um brilho sedutor, e os cristãos resvalam periodicamente nela: recorremos cheios de esperança a óleos milagrosos, profetas curandeiros, caixinhas oraculares de versículos, bibliomancia, quarentenas de oração e copos d’água. Mesmo a obsessão cristã com o domingo é essencialmente mágica, quando o Apóstolo alerta a não cairmos na velha armadilha de “dias de festa, ou lua nova, ou sábados”, coisas que “têm aparência de sabedoria e de rigor ascético (…), mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne”.
O emblema final e mais eloqüente da capitulação cristã a uma visão mágica do mundo talvez esteja no abuso, popular à náusea entre evangélicos e pentecostais, da expressão “em [o] nome de Jesus”. Orar e pedir “em nome de Jesus”, conforme prescrito no Novo Testamento, era provavelmente para ser entendido como se lê; seria orar “como Jesus oraria”, ou pedir “imbuído do espírito de Jesus”. Com o tempo, o enfoque migrou do espírito para a letra; transferiu-se da pessoa e da postura de Jesus para as palavras, imbuídas supostamente de autoridade e poderes sobrenaturais (de forma semelhante ao Shem Hamphoras da tradição judaica medieval). O conteúdo reduziu-se a fórmula, abracadabra que abre – esperamos – todas as portas.
Por Paulo Brabo
Estocado em Fé e Crença
O drama da narrativa bíblica reflete, em muitos sentidos, um árduo esforço divino para eliminar da mente humana o conceito de magia: a noção de que, através de fórmulas mágicas ou procedimentos estabelecidos, Deus ou o universo podem ser manipulados para atingirmos o objetivo que temos em mente.
Desde a primeira página, um dos traços mais distintivos do Deus das Escrituras é que ele não faz barganhas. Não há ritual ou palavra mágica que possa torcer o seu braço a fazer o que queremos. Se Deus concede o que homens lhe pedem é reflexo da sua magnanimidade e da intimidade de relacionamento que ele propõe, jamais da habilidade humana em manipulá-lo.
Essa obsessão divina em apagar da experiência humana a idéia da magia explica muito nas filigranas dos mandamentos e da Lei de Moisés. Israel não deve ter “outros deuses além de mim”, entre outras coisas, porque os deuses dos outros povos são entidades manipuláveis – aceitam suborno, dobram-se diante do ritual certo, vendem-se por um sacrifício, negociam, especulam e cedem a barganhas. Deus sabe que não é assim que o seu universo funciona, e não quer que seu povo adote essa visão distorcida do mundo. Pela mesma razão ele deita rigorosas proibições contra feitiçaria, amuletos e toda espécie de adivinhação.
Os cristãos reincidem constantemente na magia.
O próprio regime de sacrifícios não pressupõe qualquer controle mágico do mundo; as prescrições deixam muito claro que trata-se de provisão graciosa para a purificação dos pecados, e não de instrumento de manipulação. Deus faz alianças e assina contratos que beneficiam outros além de si mesmo, mas não distribui senhas ou abracadabras. No mundo dele você pode pedir, mas não pode obter o que quer por mágica, isto é, pela força e pela argúcia.
O que o Primeiro Testamento elucida o Novo escancara: Jesus passeia pelo mundo demolindo a noção essencialmente mágica de favor prestado e retribuição. Deus – explica o Filho do Homem – não distingue méritos e não rebaixa-se a troca de favores, mas “faz que o seu sol se levante sobre maus e bons”. Seus filhos não devem recorrer a repetitivas fórmulas mágicas em suas orações, “porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes”. Não é o pecado nem o bom comportamento que explicam as desgraças ou as felicidades, porque o mundo não funciona pela lógica simplista e retributiva da magia (”Pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem padecido estas coisas?”).
O universo – Jesus explica – funciona pela lógica singular da graça, não pela lógica humana da magia e da retribuição. Esta é, essencialmente, a natureza da boa nova do reino: Deus não pode ser manipulado a fazer o bem que já está disposto a fazer em primeiro lugar.
Porém a magia tem um brilho sedutor, e os cristãos resvalam periodicamente nela: recorremos cheios de esperança a óleos milagrosos, profetas curandeiros, caixinhas oraculares de versículos, bibliomancia, quarentenas de oração e copos d’água. Mesmo a obsessão cristã com o domingo é essencialmente mágica, quando o Apóstolo alerta a não cairmos na velha armadilha de “dias de festa, ou lua nova, ou sábados”, coisas que “têm aparência de sabedoria e de rigor ascético (…), mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne”.
O emblema final e mais eloqüente da capitulação cristã a uma visão mágica do mundo talvez esteja no abuso, popular à náusea entre evangélicos e pentecostais, da expressão “em [o] nome de Jesus”. Orar e pedir “em nome de Jesus”, conforme prescrito no Novo Testamento, era provavelmente para ser entendido como se lê; seria orar “como Jesus oraria”, ou pedir “imbuído do espírito de Jesus”. Com o tempo, o enfoque migrou do espírito para a letra; transferiu-se da pessoa e da postura de Jesus para as palavras, imbuídas supostamente de autoridade e poderes sobrenaturais (de forma semelhante ao Shem Hamphoras da tradição judaica medieval). O conteúdo reduziu-se a fórmula, abracadabra que abre – esperamos – todas as portas.
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