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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

2009; "Ano novo de vestes limpas.".


Cantai a Deus, cantai louvores ao seu nome; Louvai aquele que vai sobre os céus, pois seu nome É Jeová; Exultai diante Dele(Sl. 68.4). Louvai ao Senhor! Porque Ele É bom, porque sua benignidade dura para sempre(Sl. 106).

Obrigado Senhor por tudo que ÉS, por ser meu Deus único e verdadeiro, obrigado por tudo que fez e faz na minha vida, pelo ano que esta terminando e pelo que se inicia, muito obrigado!.

Peço a tí meu Senhor que conserve meu coração segundo a tua vontade e que seus estatutos continuem memoráveis nele, para que meus deveres como crístão continuem sendo o meu prazer. E que assim como o Senhor me alcançou, também possa alcançar a todos, para que suas vestiduras sejam lavadas no sangue do cordeiro e tenham direito à árvore da vida e entrem na cidade pelas portas (Ap. 22,14).

Quanto ao mais, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude nisso pensai. (Fp.4.8).

Peço que me conserve no teu reino, ligado a Tí meu Deus, e certamente a paz, o amor, a alegria, e todas as demais coisas necessárias serão acrescentadas.

Valdécio Gama.

domingo, 30 de novembro de 2008

O Tempo

Deus pede escrita conta de meu tempo.
é esforçoso do tempo já dar conta;
Mas como dar sem tempo tanta coisa,
Eu que gastei sem conta tanto tempo?

Para ter minha conta feita a tempo
Dado me foi bom tempo, e não fiz conta.
Não quis, sobrando tempo, fazer conta,
Quero hoje fazer conta, e falta tempo.

Ó vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gastei esse tempo em passatempo;
Cuidai enquanto é tempo de fazer conta.

Mas oh, se os que contam com seu tempo
Fizessem desse tempo alguma conta,
Não choravam, como eu, o não ter tempo!

Laurindo Rabelo-RJ(1826-1864).

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

A vida é tão breve...

Bem alto na árvore, um pequeno rebento cresceu até que se tornou uma folha completa abrindo-se para os céus, gloriando-se na vida que fluía em seus veios, aquecendo-se na imensidão ensolarada,virte e próspera a folha pendia do seu galho altiva e confiante.Muitos dias depois a estação começou a mudar,o suprimento de vida da folha gradualmente esvairio-se, e ela se tornou seca e descolorida, logo sua astea enfraquecida partiu-se da árvore e a folha começou seu percurso para baixo.Embora fosse de quando em quando levada para cima pelos ventos, ela sempre retomava sua descida.

Num curto tempo ela se reuniu a muitas outras da que mesma forma passaram para um chão frio e umido,onde não mais havia glória, nem ventos encorajadores, nem vida, sua vida foi no máximo muito breve.

Deus compara o homem a uma folha (IS.64.6) diz: Todos nós murchamos como a folha, o homem experimenta um determinado tempo de vida, "a vida humana", em muitos aspectos ela é maravilhosa, todavia há um fato contra o qual não há argumento, essa vida maravilhosa é uma vida que murcha, continuamente contando a mesma história, sempre anunciando que seu suprimento é limitado, seu tempo é curto, sempre lamentando que há algo que está faltando, que existe um vazio interior. Todavia há outro tipo de vida, sempre nova, viva e verde, que é maravilhosa em todos aspectos, que não é carente de nada, Jesus disse: Eu vim para que tenham vida, e a tenham em ambundancia.

Deus deu a sua própria vida por nós, quando nós o temos, experimentamos a vida DAQUELE que é sempre verde. Se você quer experimentar a vida maravilhosa de Jesus Cristo faça a seguinte oração com profunda sinceridade:

Senhor Jesus, minha vida está secando, tudo é tão temporário, o prazer de viver está diminuindo mais e mais, quero receber a vida que o senhor vem me dar, portanto peço que o Senhor venha encher-me de vida, e assim se alguém está em Cristo, é nova criatura. As coisas velhas já passaram;e eis que se fizeram novas! ( 2CO 5.17).

Fonte: (Audio book-projetoSemear.).

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Tirando o veneno da Língua

“Somos frutos do que ouvimos e falamos".
“A qualidade de vida em nossa família depende daquilo que falamos”.

“O estado da nossa alma depende do que saia da nossa boca”.

“O que sai da tua boca pode gerar psicologia de morte ou de vida naqueles que te ouvem”.

“O que sai da tua boca revela o que está no seu coração”.
(Josué Gonçalves).


quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Relacionamentos ou Regras?

A maior oposição que Jesus enfrentou não veio dos pecadores e publicanos, mas sim dos lideres religiosos que enxergavam-no como uma ameaça à sua autoridade.
Relacionamentos e não regras devem comandar nossa vida. Amor e não legalismo deve reinar.
Muitos legalistas, assim como no tempo de Jesus, acham que não devem se “aproximar de gente má”,acreditam que devem ficar “longe desse tipo de gente”, evitando contaminar-se com o mal deles.
A igreja deve olhar para além dos vitrais, portões ,paredes, e alcançar a comunidade, assim como Jesus o fez, irradiando a luz onde ela é tão necessária.

Por: Valdécio Gama.

Fonte: Livro(Mais Jesus, menos religião).

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Rosh Hashaná

(Foto: homem toca o shofar, importante símbolo do Rosh Hashaná).



É dia de dizer Shana Tová, ou “bom ano”. Segundo o calendário judaico, entramos nesta segunda-feira (29) no ano 5.769. Para os judeus, é tempo de refletir e se arrepender dos pecados.

“Na festa de Réveillon, geralmente se entra no ano novo com os pés, dançando e comemorando. No Rosh Hashaná (Ano Novo judaico, que comemora o dia em que Deus criou o mundo), entramos com a cabeça, ou seja, pensando”, compara Sergio Feldman, professor de História Antiga e Medieval da Universidade Federal do Espírito Santo, em entrevista ao G1.

Portanto, em vez de pular sete ondinhas e brindar com champanhe, a comemoração do Rosh Hashaná é mais focada na introspecção e na reflexão. E cai na entrada do outono (no hemisfério norte) porque, segundo Feldman, “é o momento de encerrar as colheitas e prestar contas”. Os dez dias entre o Ano Novo e o Yom Kipur (Dia do Perdão) servem justamente para que cada um pondere suas ações. E o jejum, praticado neste dia, ajuda a elevar o espírito.
Rosh Hashaná (em hebraico ראש השנה , literalmente "cabeça do ano") é o nome dado ao ano-novo no judaísmo. Dentro da tradição rabínica, o Rosh Hashaná ocorre no primeiro dia do mês de Tishrei, primeiro mês do ano no calendário judaico rabínico e sétimo mês no calendário bíblico.

A Torá refere-se a este dia como o Dia da Aclamação (Yom Teruá Levítico 23:24), pelo que os judeus caraítas seguem esta data mas não o consideram como princípio do ano.

Já a literatura rabínica diz que foi neste dia que Adão e Eva foram criados e neste mesmo dia incorreram em erro ao tomar da árvore da ciência do bem e do mal. Também teria sido neste dia que Caim teria matado seu irmão Abel. Por isto considera-se este dia como Dia de Julgamento (Yom ha-Din) e Dia de Lembrança (Yom ha-Zikkaron), o início de um período de instrospecção e meditação de dez dias ( Yamim Noraim) que culminará no Yom Kipur, um período no qual se crê o Criador julga os homens.

Calendário do ano novo judaico
Ano hebraico Início (depois do entardecer)
5763 6 de setembro de 2002
5764 26 de setembro de 2003
5765 15 de setembro de 2004
5766 3 de setembro de 2005
5767 22 de setembro de 2006
5768 12 de setembro de 2007
5769 29 de setembro de 2008


Tradições e costumes
A comemoração é efetuada durante os dois primeiros dias de Tishrei conforme o costume pós-exílico para se garantir a comemoração no dia correto nas comunidades da Diáspora.

A celebração começa ao anoitecer na vespéra com o toque do shofar. É costume se comer certos alimentos representativos durante o Rosh Hashaná como maçãs com mel e açúcar para representar um ano doce. Durante a tarde do primeiro dia se realiza o tashlikh, um costume de recitar-se certas preces e jogar pedras ou pedaços de pão na água como um símbolo da eliminação dos pecados.





Shana tova - "Um bom ano".
L'shaná tova tikatevu - "Possam vocês serem inscritos para um bom ano".
L'shaná tova tikatevu v'tehateimu - "Possam vocês serem inscritos e selados para um bom ano".

sábado, 27 de setembro de 2008

Verdade "versus" alucinação

O culto pegava fogo. O frenesi do povo crescia, estimulado por um pastor quase grisalho, engravatado e bastante brilhantina nos cabelos. Mesmo acostumado a ambientes pentecostais, estranhei o exagero dos gestos e das palavras. Concentrei-me para entender o que o pastor dizia em meio a tantos gritos. Percebi que ele literalmente dava ordens a Deus. Exigia que honrasse a sua Palavra e que não deixasse “nenhuma pessoa ali sem a bênção”. Enquanto os decibéis subiam, estranhei o tamanho da sua arrogância. A ousadia do líder contagiou os participantes. Todos pareciam valentes, cheios de coragem. Assombrei-me quando ouvi uma ordem vinda do púlpito: “Chegou a hora de colocarmos Deus no canto da parede. Vamos receber o nosso milagre e exigir os nossos direitos”. Foi a gota d’água. Levantei-me e fui embora.Os ambientes religiosos neopentecostais se tornaram alucinatórios porque geram fascínio por poder e pela capacidade de criar um mundo protegido e previsível. Por se sentirem onipotentes, buscam produzir uma realidade fictícia. Para terem esse mundo hipotético, os sujeitos religiosos chegam ao cúmulo de se acharem gabaritados para comandar Deus. É próprio da religião oferecer segurança, mas os neopentecostais querem produzir garantia existencial com avidez. Em seus cultos, procuram eliminar as contingências, com a imprevisibilidade dos acidentes e os contratempos do mal. Acreditam-se capazes de domesticar a vida para acabar com a possibilidade de seus filhos adoecerem, de as empresas que dirigem falirem e de se safarem caso estejam em ônibus que despenca no barranco. Almejam uma religião preventiva, que se antecipa aos solavancos da vida. Imaginam-se aptos para transformar a aventura de viver em mar de almirante ou em céu de brigadeiro. Acontece que essa idéia de um mundo sem percalços não passa de alucinação. Por mais que se ore, por mais que se bata o pé dando ordens a Deus, o Eclesiastes adverte: “O que acontece com o homem bom, acontece com o pecador; o que acontece com quem faz juramentos acontece com quem teme fazê-lo” (9.2).Mas a pergunta insiste: por que os cultos neopentecostais lotam auditórios e ganham força na mídia? Repito, pelo simples fato de prometerem aos fiéis o poder de controlar o amanhã, eliminar os infortúnios e canalizar as bênçãos de Deus para o presente. Quando oram, pretendem gerar ambientes pretensiosamente capazes de antever quaisquer problemas para convertê-los em fortuna e felicidade.Esta premissa deve ser contestada. Pedir a Deus para nunca se contrariar, ou para ser poupado de acidentes, significa exigir que ele coloque os seus filhos em uma bolha de aço. A vida é contingente. Tudo pode ocorrer de bom e de ruim. Uma existência sem imprevisibilidade seria maçante. O perigo da tempestade, a ameaça da doença, a iminência da morte fazem o dia-a-dia interessante.A verdade não produz necessariamente felicidade. Verdade conduz à lucidez. O delírio, porém, tranqüiliza e gera um contentamento falso. Muitos recorrem à religião porque desejam fugir da verdade e se arrasam porque a paz que a alucinação produz não se sustenta diante dos fatos.Cedo ou tarde, a tempestade chega, o “dia mau” se impõe e o arrazoamento do religioso cai por terra. Interessante observar que Jesus nunca fez promessas mirabolantes. Como não se alinhou aos processos alienantes da religião, ele não garantiu um mundo seguro para os seus seguidores. Pelo contrário, avisou que os enviaria como ovelhas para o meio dos lobos e advertiu que muitos seriam entregues à morte por seus familiares. Sem rodeio, afirmou: “No mundo vocês terão aflições”.Quando o Espírito conduziu Jesus para o deserto, o Diabo lhe ofereceu uma vida segura, sem imprevistos. As três tentações foram ofertas de provisão, prevenção e poder, mas ele as rechaçou porque as considerou mentirosas. O mundo que o Diabo prometia não existe.Porém as pessoas preferem acreditar em suas ilusões. Fugir da crueza da vida é uma grande tentação. Em um primeiro momento, parece cômodo refugiar-se da realidade, negando-a. É bom acreditar que a riqueza, a saúde, a felicidade estão pertinho dos que souberem manipular Deus.O mundo neopentecostal se desconectou da realidade. Seus seguidores vivem em negação. Não aceitam partilhar a sorte de todos os mortais. Confundem esperança com deslumbre, virtude com onipotência mágica, culto com manipulação de forças esotéricas e espiritualidade com narcisismo religioso.Os sociólogos têm razão: o crescimento numérico dos evangélicos não arrefecerá nos próximos anos. Entretanto, o problema é qualitativo. O rastro de feridos e decepcionados que embarcaram nessas promessas irreais já é maior do que se imagina.A demanda por cuidado pastoral vai aumentar. Os egressos do “avivamento evangélico” baterão à porta dos pastores, perguntando: “Por que Deus não me ouviu?” ou “O que fiz de errado?”. Será preciso responder carinhosamente: “Não houve nada de errado com você. Deus não lhe tratou com indiferença. Você apenas alucinou sobre o mundo e misturou fé com fantasia”.

“Soli Deo Gloria”.

Ricardo Gondim é pastor da Assembléia de Deus Betesda no Brasil. Este artigo foi publicado na Ultimato do bimestre

Um Jumentinho na Avenida: A missão da Igreja na Ótica de um pastor Urbano
Numa cidade moderna do século XXI, em face das mudanças psicológicas, sociológicas, tecnológicas e culturais por que passa a nossa época, qualquer pastor, com a sua teologia bíblica e sua experiência mística, mostra-se tão anacrônico[1] quanto um jumentinho na avenida. Ele trafega calmamente, ruminando as suas limitações pessoais, arrastando uma carroça (chamada igreja) cheia de objetos velhos e móveis usados, em meio à velocidade e ao barulho de motocicletas, automóveis, ônibus e caminhões.Fiel e preciso, ele repete as atividades dos jumentos de todos os tempos. O que carrega na carroça interessa a muito pouca gente, mas o seu anúncio anacrônico é triunfalista. Ele expõedados estatísticos ultrapassados e pesquisas desusadas para convencer o homem da cidade de que nada existe de melhor no mundo do que ser jumento e nada mais vital e atual do que uma carroça.Sua visão da cidade e do século é propositadamente limitada e pessimista. Com suas viseiras bem ajustadas, ele insiste em afirmar que o burburinho e a agitação da cidade o impedem de trafegar e que os modernos automóveis à sua volta é que são os grandes problemas da avenida. E vai criticando as pessoas que não querem voltar às soluções “asnais” e “carroçáveis”.Este artigo é justamente a reflexão de um “jumentinho na avenida” que tenta tirar as viseiras, mas em perder a identidade. Se ele não pretende embarcar na onda de pessimismo nostálgico dos companheiros, também não pretende esconder, num esforço visível, as suas orelhas de asno. Deseja apenas encontrar o seu lugar na complexidade do século em que vive.À medida que tira a tala que limita o seu olhar, o jumentinho começa a observar, a inquietar-se, incomodar-se a perguntar... E, começa a observar, a inquietar-se e incomodar os outros. Percebe que tem mais perguntas do que respostas, mais perplexidades do que soluções. Trafega dialeticamnete. Empurra e é empurrado, atrapalha e é atrapalhado, provoca e é provocado na complexa realidade da avenida.De repente ele começa a perceber qeu a cidade não é feita só de avenidas e que ela abriga também outros jumentos que puxam outras carroças não eclesiásticas. Então deixando a avenida e rumando pelos caminhos, ruelas, vias de chão batido apinhadas de barracos, casebres, favelas, seu interesse vai aumentando e ele começa a descobrir que os inúteis trastes de sua carroça são objetos preciosos para uma massa pobre que constitui, para surpresa sua, a imensa maioria de sua cidade.Nesse novo lugar ele se reafirma, reencontrando a alegria e a dignidade de ser jumento. No entanto, a lembrança da avenida ainda o incomoda e, apesar do novo sentido, surgem algumas perguntas. O que fazer com a avenida? Será preciso parar o tráfego? O que fazer com o século XXI: não deveria ser transformado numa imensa Idade Média, onde jumentos pudessem passear confortavelmente? E a carroça, será preciso motorizá-la? Será necessário deixar de ser jumento e transformar-se em piloto de Fórmula 1 para impressionar na avenida?As respostas não são tão óbvias assim. E elas nos convidam a todos, jumentinhos da rua e da avenida, a um humilde trabalho de reflexão. Este artigo é uma pequena contribuição no participar desse mutirão de repensar para refazer a igreja na cidade do nosso século[2].
[1] adj. que é contrário à cronologia, que não é conforme aos costumes a aos usos de uma época.[2] Esse artigo foi escrito por: Marcos Adoniram Monteiro e se encontra na obra: STEUERNAGEL, Valdir (Org.) A Missão da Igreja. Missão Editora, Belo Horizonte, pp. 165,166.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

"A Gaiola do pássaro tem lúz artificial"



Tal como o titulo nos diz esta peça é uma metáfora a nós, á sociedade e ao sistema.
Os nossos naturais valores são-nos camuflados por artificialidades, fazendo-nos esquecer que somos livres pássaros para voar mas que estamos dentro de uma gaiola...
Por Valdécio Gama

sábado, 6 de setembro de 2008

Veja o lado bom das más noticias

“Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos” (Salmos 119:71). Ninguém gosta da dor. Contudo o salmista tinha uma atitude positiva de fé que o capacitou a lidar com as circunstâncias dolorosas. Ele não disfarçou a realidade mas a viu de maneira otimista e se mostrou bem positiva ao enfrentar seus problemas. As notícias más de ter que agüentar o problema deram-lhe uma oportunidade para aprender a verdade de Deus. Nós precisamos cultivar esta atitude nestas épocas difíceis. As coisas que são difíceis de agüentar podem ser proveitosas para recordar.
A boa notícia da Bíblia é, apesar dos problemas deste mundo e das falhas do homem, a verdade encorajadora que Deus pode trazer o bem do mal. “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Romanos 8:28). Se amarmos a Deus de modo supremo, teremos a confianção que a vontade dele é levar seus filhos fiéis para o céu. Lá a alegria e êxtase eternas esperam-nos. Todas as lágrimas e tristezas são esquecidas para sempre (Apocalipse 21:3-7; 22:3-5)!
1. A Realidade do Inferno Pode nos Despertar. Como o inferno pode ser uma notícia boa? João Batista pregou sobre o julgamento final de Cristo: “A sua pá, ele a tem na mão, para limpar completamente a sua eira e recolher o trigo no seu celeiro; porém queimará a palha em fogo inextinguível. Assim, pois, com muitas outras exortações anunciava o evangelho ao povo” (Lucas 3:17-18). Os salvos são mantidos como o bom trigo. Os perdidos são separados e punidos como a palha queimada e sem valor. A Bíblia ensina claramente a realidade da punição horrível do inferno (Marcos 9:43-48). A má notícia da realidade do inferno é parte do evangelho (a boa nova da salvação do pecado)! Se não houvesse pecado, não poderia haver salvação (libertação do pecado). Nós apreciamos verdadeiramente a graça salvadora de Deus na luz da ira terrível da justiça de Deus! A convicção do pecado e o reconhecimento da ira de Deus podem motivar a alma ainda sensível do perdido a buscar a misericórdia de Deus em Cristo (Atos 2:36-38; 8:20-24). O homem tem que reconhecer que há más notícias sem Cristo para que aprecie a boa notícia de Cristo.
2. O Poder de Cristo Pode nos Ajudar.“Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (João 16:33). Jesus incentivou seus discípulos desanimados, chateados com sua partida, com palavras da esperança e do conforto. Jesus nosso Senhor é maior do que qualquer problema que nós enfrentarmos. Podemos conseguir, porque ele conseguiu! O mundo encontra-se na escuridão. Em vez de amaldiçoar a escuridão ou sentirmos pena de nós mesmos, podemos ser uma luz aos outros do poder transformador do evangelho (Filipenses 2:14-16). A verdade divina é mais forte do que o erro. O declínio e a deterioração do mundo ao nosso redor são uma oportunidade ótima para a luz de Cristo brilhar através de nós. Aquelas almas procurando ao nosso redor, sobrecarregadas com os problemas da vida e a futilidade do pecado, irão nos perguntar porque temos uma esperança tão edificante (1 Pedro 3:15). As pessoas estariam mais interessadas no evangelho se nós fôssemos mais interessantes. Os perdidos podem ser ganhos para Cristo!
3. A Oportunidade para a Fé nos Fortalecer. “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes” (Tiago 1:2-4). O profeta Tiago nos diz para não reclamarmos sobre nossos problemas como uma maldição. Nós devemos ver todas as sortes de problemas inquietantes que tentam nossa alma como uma oportunidade de fortalecer nossa fé! Nós só ficamos mais fortes exercitando nossos músculos da fé. Alguém chamou problemas de oportunidades disfarçadas. Enfrentar corretamente nossas provações é simplesmente aplicar o que dizemos, o que acreditamos. A má notícia da nossa tribulação é o controle de qualidade de Deus. Ele tem uma finalidade positiva para nosso bem a longo prazo. Testa a profundidade e a força de nossa fé. Deus permite que Satanás nos tente. Seu alvo hostil é derrotar-nos. O alvo aprimorado de Deus para permitir nossa provação é para que possamos superá-las! Como respondemos aos problemas nos diz algo sobre nós mesmos. Nossa reação é espelho de Deus para a condição de nossa alma. Nós tornamo-nos melhores, mais fortes e mais próximos de Deus quando enfrentamos corretamente as provações. Se não houvesse nenhuma provação, não poderia haver nenhum triunfo (Tiago 1:12)! Com ajuda de Deus, a má notícia de provações do mundo podem transformar-se em boas notícias do triunfo de Deus em qualquer crente. É provado que a fé é genuína e Deus é glorificado!
E agora, já se sente melhor?
– por W. Frank Walton

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

AMIZADE

Certa vez um soldado disse ao seu tenente:
-Meu amigo não voltou do campo de batalha, senhor, solicito permissão para ir buscá-lo.
-Permissão negada, replicou o oficial. Não quero que arrisque a sua vida por um homem que provavelmente está morto.
O soldado, ignorando a proibição, saiu, e uma hora mais tarde regressou, mortalmente ferido, transportando o cadáver de seu amigo. O oficial estava furioso:
-Já tinha dito que ele estava morto!!! Agora eu perdi dois homens! Diga-me, valeu apena trazer um cadáver?
E o soldado moribundo, respondeu:
-Claro que sim, senhor! Quando o encontrei, ele ainda estava vivo e pode dizer:
-"Tinha certeza que você viria!!!"


Fonte: Ilustrações Vl-2,( Josué Gonçalves)

Em quem confiarás a tua defesa?

Nos escritos finais do apóstolo Paulo, um apelo é feito ao seu jovem “filho na fé”, Timóteo, para que venha logo a ele, antes que chegue o inverno. 2 Timóteo é uma carta pessoal e apaixonante de esperança preservada para todo o tempo, falando palavras de expectativa da vida de Paulo (especialmente o capítulo 4). Ele fala da sua morte pendente em termos de vitória, não de derrota. Ele busca colocar vários aspectos da sua vida em ordem, como pedir que Timóteo venha logo e traga Marcos, junto com a capa que ele deixou com Carpo em Trôade. Ele também solicita que Timóteo traga os seus livros e especialmente os pergaminhos.
Nestes momentos de reflexão, Paulo se lembra de que Alexandre o latoeiro lhe fez e deixa este assunto nas mãos de Deus. Tristemente, Paulo conta de quando ele apresentou a sua "primeira defesa, ninguém foi a meu favor; antes, todos me abandonaram” (2Tm 4:16). Como estes pensamentos foram difíceis para Paulo enquanto ele ensaiava os eventos que levaram ao seu aprisionamento e morte pendente. Quando ele ficou para fazer a sua defesa diante dos homens, ele não tinha um amigo que permanecesse com ele. Ele permaneceu sozinho no julgamento da opinião mundana e apenas se ouviria as suas palavras.
Paulo sabia que quem permanecesse ao seu lado logo se encontraria no mesmo lugar que ele se encontrava naquele momento. Ninguém tinha a coragem de enfrentar o julgamento que ele enfrentava nem as conseqüências da sua pregação. Foi abandonado, e deixado para defender o seu próprio nome. Entristeceu grandemente o seu coração a falta de uma mão humana para segurar firmemente ou uma voz suave e reconfortante para dar confiança. Poderia ter se lembrado dos tempos maravilhosos em Filipo quando, jogado na cela com os pés acorrentados, ele e Silas oraram juntos e cantaram hinos a Deus–juntos.
Na sua primeira defesa não havia ninguém, pois todos o haviam desertado. Porém ele sabia que as vidas daqueles que o abandonaram ainda estavam sendo influenciadas pelo evangelho de Jesus Cristo. Paulo era um homem mais velho de sabedoria e compreensão maior do espírito humano. Sabia daqueles que o abandonaram pela sua fraqueza e das suas necessidades perante Deus. Não tinha um espírito de vingança em relação a eles, mas em humildade pede pelas bênçãos do Senhor sobre eles. “Que isto lhes não seja imputado.” (2Tm 4:16 ).
A cena de Paulo é um espelho de tantos que se encontraram sofrendo por Cristo e sofrendo sozinhos. O exemplo de Jesus é colocado diante daqueles que desejam segui-lo e levarem as suas cruzes. Jesus disse em João 16:32: “Eis que vem a hora e já é chegada, em que sereis dispersos, cada um para sua casa, e me deixareis só; contudo, não estou só, porque o Pai está comigo.” Como o seu Senhor, Paulo sabia que, quando ninguém permanecesse com ele, Deus sempre estaria lá. Ele escreve: “Mas o Senhor me assistiu e me revestiu de forças, para que, por meu intermédio, a pregação fosse plenamente cumprida, e todos os gentios a ouvissem; e fui libertado da boca do leão. O Senhor me livrará também de toda obra maligna e me levará salvo para o seu reino celestial. A ELE, glória pelos séculos dos séculos. Amém!” (4:17-18)
Nas nossas lutas diárias podemos ser abandonados por todos os homens e ninguém permanecerá conosco. Podemos nos encontrar sozinhos, lutando como a única pessoa no mundo que busca fazer o que é certo. A nossa recompensa não vem da presença dos nossos amigos, mas da presença do nosso Deus. Muitas vezes abandonamos os outros quando deveríamos estar mais fortes. Como Paulo orou por aqueles que o deixaram, nós também devemos crescer em força e coragem para enfrentar as dificuldades da vida. Lembrem de como somos importantes um para com o outro e de como precisamos permanecer com outros pela causa de Cristo. Quando tudo estiver dito e feito, poderemos lembrar das palavras do nosso Deus: “De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei. Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?” (Hebreus 13:5-6).

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

LIVRE

Livre!
Ser livre da matéria escrava,
Arrancar os grilhões que nos flagelam livre,
penetrar nos Dons que selam A alma e lhe emprestam toda a etérea lava.Livre da humana, da terrestre bava .
Dos corações daninhos que regelam Quando os nossos sentidos se rebelam Contra a Infâmia bifronte que deprava.
Livre! bem livre para andar mais puro,Mais junto à Natureza e mais seguro
Do seu amor, de todas as justiças.
Livre! para sentir a Natureza,Para gozar, na universal Grandeza,Fecundas e arcangélicas preguiças.


Cruz e Souza

domingo, 31 de agosto de 2008

"Achados e perdidos"

"Blogagem missionária UBE - Eu participo".

Jesus tinha paixão pelas pessoas e não apenas paixão por aqueles que acreditavam e seguiam seus ensinamentos. E falar de humanidade em alguns círculos religiosos evangélicos, é ser interpretado como carnal ou mundano.

A luz não deve brilhar somente entre quatro paredes, mas deve irradiar além dos muros dos templos e alcançar aqueles que andam em trevas perdidos no mundo.
Não posso deixar que a minha espiritualidade me torne desumano. Devemos estar mais perto das necessidades das pessoas. Quero estar mais próximo dos objetivos de Deus, que muito pelo contrario é mais centrado no mundo do que na igreja. Jesus disse que os “sãos” não necessitam de médico, e sim os doentes. Um mundo adoecido, desesperado, perdido sem rumo, é o principal foco do amor de Deus.

A "igreja" de hoje parece estar mais preocupada em aumentar o número de membros, que resgatar seus soldados feridos em campo de batalha, onde os feridos e perdidos são ligeiramente substituídos seguindo em frente sem sentir a falta dos que ficaram para trás.

As ovelhas são feridas pelas lideranças que não respondem perguntas inquietantes sobre suas necessidades, dúvidas e sua própria fé, esmagando-as pelo pesado fardo proveniente de doutrinas religiosas, causando o abandono da fé.

Mais da metade dos que abandonaram as igrejas tem problemas com ressentimentos e falta de perdão causadas pela decepção com a liderança, falsas profecias, ou desprezo." são raros os líderes que pensam em deixar suas noventa e nove ovelhas para sair atrás da centésima extraviada."

Amor pelas almas é o coração de missões. Jesus Cristo agia mediante a este principio, ao ver as multidões, sempre ocorria um desconforto em seu Espírito por perceber que elas eram ovelhas sem pastor (Mc. 6.34,35).

Por Valdécio Gama

sábado, 30 de agosto de 2008

DECISÃO


Tomar decisões extenua o cérebro

O cérebro é como um músculo: quando cansado torna-se menos eficaz
A mente humana é uma máquina notável, porém limitada. Recentemente, um conjunto crescente de pesquisas tem focalizado certa limitação mental, relacionada à nossa capacidade de usar uma peculiaridade da mente conhecida como função executiva. Quando se concentra em uma tarefa específica por um período prolongado ou se opta por comer uma salada em vez de um pedaço de bolo, os músculos da função executiva estão sendo flexionados. Os dois processos mentais exigem esforço consciente ─ de resistir à tentação de deixar a sua mente vagar ou de sucumbir ao prazer da sobremesa. O problema é que a utilização da função executiva ─ um talento em que todos confiam do começo ao fim do dia ─ recorre a uma única fonte cerebral de capacidade limitada. Quando esse recurso é esgotado por uma atividade, nossa capacidade mental pode ser seriamente reduzida para outras atividades aparentemente estranhas.

Tarefas Onerosas

Mas, que tipo de ações esgota a função executiva e afetam a tomada de decisões posteriores? Até recentemente, pesquisadores concentraram-se em atividades que envolviam o exercício do autocontrole ou o direcionamento da atenção. Por exemplo, há muito se admite que tarefas cognitivas extenuantes ─ como submeter-se ao Teste de Aptidão Escolar (SAT, em inglês) ─ pode tornar mais difícil concentrar-se depois. Resultados recentes sugerem que essas atividades mentais exigentes podem ser de âmbito muito mais amplo ─ e podem até envolver a própria atividade de fazer escolhas. Em uma série de experiências e estudos de campo, a psicóloga da University of Minnesota, Kathleen Vohs e colegas, demonstraram repetidamente que o simples ato de fazer uma escolha pode empobrecer os recursos executivos. Pesquisadores descobriram que participantes que fizeram mais escolhas em um shopping center, eram menos susceptíveis a persistir e se sair bem na resolução de problemas simples de álgebra. Em outra tarefa do mesmo estudo, os estudantes que deviam marcar suas preferências sobre cursos necessários para completar sua graduação tinham mais chances de adiar a preparação para um teste importante. Em vez de estudar, essas mentes "cansadas" se envolviam em atividades de lazer e distração.Por que é tão difícil tomar uma decisão? Evidências envolvem dois componentes importantes: compromisso e decisão sobre escolhas conflitantes. O primeiro tem por base a noção de que se comprometer com uma determinada ação exige uma mudança do estado de deliberação para o de execução. Em outras palavras, é preciso fazer uma transição da reflexão sobre opções para realmente dar prosseguimento a uma decisão. Essa mudança, segundo Vohs, exige recursos das faculdades executivas. Em uma investigação paralela, o professor Nathan Novemsky e seus colegas da Yale University sugerem que o simples ato de resolver escolhas conflitantes pode ser extenuante. Por exemplo, cientistas mostram que pessoas que tinham que avaliar o grau de atração entre diferentes opções ficavam muito menos esgotadas que aquelas que tinham que fazer escolhas exatamente entre as mesmas opções.

Exigente nas Escolhas

Estas conclusões têm implicações importantes no mundo real. Se fazer escolhas esgota os recursos executivos, então as decisões subseqüentes podem ser afetadas negativamente pois somos forçados a escolher com um cérebro fatigado. Com efeito, a psicóloga da University of Maryland, Anastasiya Pocheptsova e seus colegas, observaram exatamente esse efeito: indivíduos que tinham que prestar atenção ─ o que exige controle executivo ─ fizeram escolhas significativamente diferentes de pessoas que não precisaram controlar a atenção. Essas opções seguem um padrão muito específico: dependem de uma forma cada vez mais simplista, e muitas vezes inferior, de um processo mental, e assim podem ceder a um engano perceptivo. Por exemplo, participantes que foram solicitados a ignorar as legendas interessantes de um videoclipe enfadonho ficavam muito mais propensos a escolher uma opção mais próxima de um “engano” claramente inferior ─ uma opção semelhante a uma das boas escolhas, mas que obviamente não era tão boa ─ do que participantes que assistiram ao mesmo clipe, mas que foram solicitados a não ignorar nada. Provavelmente, a tentativa de controlar a atenção e ignorar uma sugestão interessante exauriu o limitado recurso das funções executivas, tornando significativamente mais difícil ignorar a existência da opção inferior. Os indivíduos com cérebros excessivamente solicitados tomam piores decisões. Esses resultados experimentais sugerem que o cérebro funciona como um músculo: quando esgotado, torna-se menos eficaz. Portanto, devemos levar em conta esse conhecimento ao tomar decisões. Se passarmos muito tempo concentrados em uma tarefa específica, exercitando o autocontrole ou mesmo se fizermos apenas uma série de escolhas aparentemente pequenas, então não devemos tentar tomar uma decisão importante. Estes efeitos prejudiciais acumulativos de um cérebro cansado podem ter um efeito desastroso no rumo de nossas vidas.
por On Amir
Questões da Mente é editada por Jonas Lehrer, escritor científico que mantém o blog The Frontal Córtex (Córtex Frontal) e do livro Proust was a Neuroscientist (Proust era Neurocientista)

Fonte: Scientific American Brasil

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

LIÇÃO DE VIDA

Jesus Cristo teve um nascimento indigno e uma história de turbulências e aflições. Nasceu entre os animais. No aconchego de um estábulo, Ele derramou suas primeiras lágrimas.
Quando tinha dois anos, deveria estar brincando, mas já atravessava grandes sofrimentos. Era perseguido de morte por Herodes. Tinha uma inteligência incomum para um adolescente e foi admirado aos doze anos por intelectuais da época. Todavia, tornou-se um carpinteiro.
Discursou sobre o amor, a tolerância, e o respeito humano como nenhum pensador.Ele foi o mais discriminado e incompreendido dos homens.
Tinha, portanto, todos motivos para ser uma pessoa tensa, ansiosa, irritada e infeliz, mas ele era uma pessoa alegre e tranquila. Ele fazia poesia até mesmo de sua situação precária. Muitos têm bons motivos para serem alegres, mas estão sempre insatisfeitos. não valorizam o que têm, mas valorizam o que não têm. Culpam os outros pelos seus conflitos e detestam a vida que possuem.
Jesus fazia muito com o pouco, nunca acusava os outros por sua situação precária, não reclamava, enfrentava seus desafios sem ferir ninguém, sem agredir ninguém.
Os homens podiam desistir DELE, mas Ele nunca desistia de ninguém. Sabia o que haveria de enfrentar, mas seguiu em frente, sem desistir, sem acusar, com dignidade suportando a sua dor. Cristo levou sobre si todo o peso do pecado do mundo, para que nós fossemos livre para segui-lo à caminho da vida, da salvação.
A vida de Jesus, Sua conduta, ensina-nos importantes lições de vida. Podemos chorar e nos angustiar pelas nossas dificuldades e conflitos, mas nunca desistir de nós mesmos. podemos nos abater, mas nunca desanimar.
A capacidade de recomeçar tudo, quantas vezes forem necessárias, faz dos fracos, fortes. Quando enfrentamos nossas fragilidades e sentimentos de incapacidade, nos libertamos dos grilhões que nos aprisionam, e abrem as portas da liberdade.

Fonte: Superando o cárcere da emoção(Augusto Cury)

Por Valdécio Gama.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Perdão!

Quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que também vosso Pai que está no céu, vos perdoe as vossas ofensas. Mas, se vós não perdoardes, também vosso Pai, que está no céu, não vos perdoará as vossas ofensas. Marcos 11.25-26 Se estamos ofendidas com alguém, se sentimos mágoa e estamos a "fazer de conta que não é nada", não estamos a proceder bem. Nestes versículos Jesus é muito claro: perdoa para que o Pai te perdoe. Jesus para além de estar a dar um conselho, está a advertir para uma verdade. Se não perdoamos, não recebemos perdão. Quem não perdoa está em pecado, porque o perdão é que libera o pecado. Se não perdoamos não recebemos o perdão de Deus, continuamos no pecado. Lucas, 6:28 "bendizei aos que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam." Já disseram mal de ti? já te caluniaram ou levantaram algum testemunho mentiroso contra ti? já te feriram na tua dignidade? já te voltaram a cara para não te falar? Se isso já aconteceu, é natural que te sintas ferida, magoada. Mas a Palavra de Deus é muito clara, só vais sarar dessa ferida, se perdoares. Não digas mal de quem te fez mal, e ora por essa pessoa, e perdoa-lhe. Mateus, 18:21 "Então Pedro, aproximando-se dele, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu hei de perdoar? Até sete?" Pedro só queria era saber quantas vezes tinha que perdoar a quem o estava sempre ofendendo. Jesus respondeu-lhe que o perdão não tem limites....

Mat 18:34 E, indignado, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia. Mateus, 18:35 "Assim vos fará meu Pai celestial, se de coração não perdoardes, cada um a seu irmão." Aqui Jesus está a dar um ensino sobre os resultados da falta de perdão. O versículo 34 diz que somos entregues aos verdugos. Há versões que dizem atormentadores. E também já vi uma versão que fala em prisões.
Penso que esta passagem é tão clara que dispensa comentário algum. Continuamos a bater na mesma tecla, se não perdoarmos.... "assim nos fará o Pai Celestial".
Certamente que no campo espiritual, as prisões se referem a opressões demoníacas, que nos atormentam, e também já li que a falta de perdão pode até provocar doenças em nosso corpo. Há coisas que nos acontecem - Deus permite que elas aconteçam - precisamente porque estamos em dívida de perdão para com alguém.
Que o Senhor Jesus nos ajude a analisarmos a nossa vida, de modo a que nenhuma raíz de amargura esteja instalada em nosso coração e impeça o fluir do Espírito Santo.

Publicada por Isabel em 16.3.08
Etiquetas: Inspiração

Liberdade...

A LIBERDADE HUMANA







"Deus dotou a vontade do homem de tal liberdade, que ele nem é forçado para o bem ou para o mal, nem a isso é determinado por qualquer necessidade absoluta da sua natureza" Confissão de Fé de Westminster, Capítulo IX, seção 1

Quando estudamos a doutrina do Homem, torna-se inevitável enfrentarmos a questão da liberdade. Os teólogos reformados, os chamados calvinistas, têm sido criticados como alguém que não crê que o homem seja livre. Isto não é verdade, e os membros da IPO que têm acompanhados os últimos estudos, já perceberam isso. Nós cremos que o homem tem liberdade sim, mas a questão que precisamos definir muito bem é: O que é ser livre? O que entendemos por liberdade?

Muita confusão já tem sido criada em torno do termo "livre", e isto porque ele pode ser visto em vários sentidos.

A maioria dos nossos irmão na fé diz acreditar no "Livre Arbítrio" Contudo, a maioria não tem a menor idéia do que isto significa.

A vontade, faculdade que todo homem tem, tem sido exaltada como a fantástica capacidade que a alma tem para discutir sobre coisas, fatos da vida.

Mas as pessoas estão dizendo que o arbítrio (vontade) é livre, precisamos perguntar: De que a vontade é livre? De que ela é capaz?

Para provar que arbítrio (vontade) não é livre lanço mão de 2 proposições:

O Mito da Liberdade Circunstancial:

A vontade pode ser livre para planejar, mas não para executar. Quando se diz que a vontade é livre, obviamente não quer dizer que ela determina o curso da nossa vida.

Não escolhemos doença. pobreza ou dor; Não escolhemos nossa condição social, nossa cor, ou nossa inteligência.

Ninguém pode negar que o homem tem vontade, e que esta faculdade de escolher o que dizer, fazer, pensar, etc. ... tem nos frustrado bastante. Pensando em nossa liberdade circunstancial, podemos projetar um curso de ação, mas não podemos realizar o intento. Em outras palavras, nossa vontade tem a capacidade de tomar uma decisão, mas não o poder de realizar seu propósito. ( PV 16:9; Jr 10:23; Lc 12:18-21)

Sim. O homem pode escolher e planejar o que tiver vontade. Mas a sua vontade não é livre para realizar nada contrário à vontade de Deus.

O Mito da Liberdade Ética:

Diz-se que a vontade do homem é livre para decidir entre o bem e o mal. Mas é livre do que? É livre para escolher o que?

A vontade do homem é a sua capacidade de escolher entre alternativas. A sua vontade, de fato, decide qual a sua ação entre um certo número de opções.

Nenhum homem é compelido a agir contrário à sua vontade, nem forçado a dizer aquilo que não quer. Sua decisões não são formadas por uma força externa, mas por forças internas.

A vontade toma decisões, e estas decisões tomadas não estão livres de influências. O homem escolhe com base nos sentimentos, gostos, entendimentos, anseios, etc. Em outras palavras, a vontade não é livre do homem mesmo. Suas escolhas são feitas pelo seu próprio caráter. Sua vontade não é independente de sua natureza.

A vontade é inclinada àquilo que você sente, ama, deseja e conhece. Você sempre escolhe com base em sua disposição; de acordo com a condição do seu coração.

A Bíblia diz que nossa vontade não é livre, ao contrário, ela é escrava do coração - ( Gn 6:5; Rm 3:12; Jr 13:23 ).

A capacidade de escolha do coração do homem é livre para escolher qualquer coisa que o coração ditar; assim, não existe qualquer possibilidade de um homem escolher agradar a Deus sem que haja a prévia operação da Graça Divina. Note o texto bíblico: "Nós O amamos porque Ele nos amou primeiro" I Jo 4:19

Se carne fresca e salada de tomate fossem colocadas diante de uma leão faminto, ele escolheria a carne. É a natureza que dita sua escolha ( Jr. 13:33 )

Por isto não existe livre arbítrio. O arbítrio humano, assim como toda a natureza humana, é inclinado só e continuamente para o mal. (Jr 13:23).

Não existe livre arbítrio a menos que Deus mude o coração e crie um novo coração em submissão e verdade, o homem não pode decidir por Jesus para Ter a vida a vida eterna. ( Jo 3:7; Ez 11:19; 36:26; Atos 16:14 ).

A vontade não é livre. Pelo contrário, ela é escrava, escrava do coração pervertido; escrava da natureza ( Jr. 17:9; 12:2; Mc 7:6,21 ).

Foi a vontade de escolher o fruto proibido que nos atirou na miséria. Só a vontade de Deus tem realmente liberdade, e se quiser pode dar vida. (Jo 1:12-13)

A ORIGEM DA VERDADEIRA LIBERDADE
(posse non peccare)

Definição: Liberdade é a capacidade de fazer o que é agradável a Deus.

Quando Adão e Eva foram criados, tinham a capacidade de escolher como a verdadeira liberdade. Nas palavras de Agostinho, nossos primeiros pais eram "capazes de não pecar" (posse non peccare). Eles poderiam permanecer no estado de tentação que a serpente lhes impôs.

Adão tinha o Livre arbítrio, tinha a capacidade de fazer a escolha certa. Possuía a verdadeira liberdade. Contudo, ainda não era a liberdade perfeita; era verdadeira, porém não perfeita. Pois havia a possibilidade da queda.

Note as palavras da Confissão de Fé de Westminster, Capítulo IX, seção 2

"O homem, em seu estado de inocência, tinha a liberdade e o poder de querer e fazer aquilo que é bom e agradável a Deus, mas mudavelmente, de sorte que pudesse decair dessa liberdade e poder"

A VERDADEIRA LIBERDADE É PERDIDA
(non posse non peccare)

Quando nossos primeiros pais ( Adão e Eva ) caíram em pecado, perderam aquela Liberdade que o Criador lhes havia dado. Perdeu não a capacidade de escolher, mas a verdadeira liberdade, ou seja, perdeu a capacidade de escolher aquilo que agrada a Deus.

Novamente fazemos menção do pensamento de Agostinho. Diz ele: podemos dizer que antes da queda, o homem era "capaz de não pecar". Após a queda é "não ser capaz de não pecar" (non posse non peccare)

As Escrituras ensinam de maneira muito clara que a humanidade decaída perdeu a sua verdadeira liberdade. (João 8:34; Romanos 6:6,17-20 )

A VERDADEIRA LIBERDADE É RESTAURADA
(posse non peccare)

No processo de redenção, o homem decaído começa a restaurar sua liberdade perdida na queda.

Agostinho chamou o estado do homem regenerado de "posse non peccare" - posso não pecar, porque a redenção significa libertação da "escravidão vontade".

Vamos dar um olhada em algumas passagens das Escrituras que mostram que a liberdade para fazer a vontade de Deus, é restaurada na regeneração, operada pelo Espírito Santo em nós. (Jo 8:34-36; Gl 5:1,12,13; II Co 3:17-18; Rm 6:4-6; 14-18; 22 )

A verdadeira liberdade não é licença para pecar ; não significa fazer o que bem quiser. Segundo o apóstolo Pedro (I Pe 2:16), quem tem liberdade, usa-a para servir a Deus.

O exercício de nossa liberdade envolve nossa responsabilidade neste processo que chamamos de santificação.

A VERDADEIRA LIBERDADE APERFEIÇOADA
(non posse peccare).

Em nosso processo de santificação, que é a verdadeira liberdade no processo de redenção, ainda podemos pecar, mas no estado glorificado, na vida por vir, nossa liberdade será aperfeiçoada. Então, como disse Agostinho; estaremos no estado "não posso pecar" (non posse peccare).

Quando estivermos com nossos corpos glorificados, já não seremos mais impedidos em obedecer a Deus com a perfeição que Ele deseja.

Cf. I Co 15:42-43 ; Ap 21:4

Esta glorificação não será apenas na alma, mas também no físico. A Imago Dei, ( Imagem de Deus ) antes ofuscada por causa do pecado de Adão, chegará a sua perfeição por ocasião da Segunda Vinda de Cristo, quando então, seremos ressuscitados e habitaremos para sempre com o Senhor (cf. I Tes. 4:13-18).

o estado final dos Santos Glorificados

Na nossa glorificação, seremos restaurados novamente á perfeita imagem de Deus. Em nosso estado glorificado, vamos poder refletir Deus em sua plenitude. Reporto-me ao Dr. Van Groningen, que afirmou que Deus ao nos criar á sua imagem e semelhança nos deu três mandatos que delineiam os deveres pactuais de Deus com o homem: São eles: os mandatos Espiritual, o Social e o Cultural.

A glorificação ( a imagem aperfeiçoada ) implica em que :

A. O Homem passará a ter um relacionamento perfeito com Deus. ( Mandato espiritual )

De acordo com as Escrituras, os remidos na glória vão poder desfrutar da comunhão plena com Deus; vão Ter uma visão de Deus na face de Cristo ( ap. 22:4 ); vão desfrutar da completa isenção do pecado; vão adorar plenamente o Deus verdadeiro ( Ap. 19:6,7 ). Prestarão um genuíno serviço ao Rei das nações ( Ap. 22:3 ). Tudo isso tinha sido perdido na Queda.

B. O homem passará a Ter um relacionamento perfeito com o próximo (Mandato Social)

No estado glorificado, ou seja, com a Imagem de Deus aperfeiçoada, os santos não mais vão se relacionar egoísticamente, não haverá ressentimentos, mentiras, odio ou manipulações. Amor e comunhão é o que marcará definitivamente o relacionamento entre todos os irmãos. As diferenças desaparecerão. Todos os membros desta Família estarão agora e para todo o sempre na Casa do Pai.

C. O homem passará a Ter um relacionamento perfeito com o cosmos. ( mandato Cultural ).

Paulo em Romanos 8:21 nos diz que "a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção...". Não apenas o ser humano será redimido, mas também toda a criação. Não apenas o homem espera por um novo começo, mas também a criação o espera de forma expectante (Ef 8:19). A glória por vir também receberá uma criação redimida da corrupção do tempo presente. Em Isaías, Deus já prometeu criar novos céus e uma nova terra (vv. 22 e 23) para o seu povo se regozijar.

Se com a Queda, o homem perdeu o domínio sobre a criação, agora no estado de glória, ele vai exercer o domínio, o governo sobre a natureza. Vai herdar a terra. Não mais vai destruí-la como antes. Pelo contrário, o homem vai cumprir o mandato e governar sobre toda a terra, ( G, 1:27,28 ) agora redimida do cativeiro da corrupção.









Autor(a): REV. HERNANDES DIAS LOPES



Pastor da Igreja Presbiteriana de Osasco, Psicanalista Clínico, Mestrando em Teologia pelo centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper

Fonte: www.bibliaworldnet.com.br

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Em nome de Jesus!

Em nome de Jesus
Por Paulo Brabo

Estocado em Fé e Crença
O drama da narrativa bíblica reflete, em muitos sentidos, um árduo esforço divino para eliminar da mente humana o conceito de magia: a noção de que, através de fórmulas mágicas ou procedimentos estabelecidos, Deus ou o universo podem ser manipulados para atingirmos o objetivo que temos em mente.
Desde a primeira página, um dos traços mais distintivos do Deus das Escrituras é que ele não faz barganhas. Não há ritual ou palavra mágica que possa torcer o seu braço a fazer o que queremos. Se Deus concede o que homens lhe pedem é reflexo da sua magnanimidade e da intimidade de relacionamento que ele propõe, jamais da habilidade humana em manipulá-lo.
Essa obsessão divina em apagar da experiência humana a idéia da magia explica muito nas filigranas dos mandamentos e da Lei de Moisés. Israel não deve ter “outros deuses além de mim”, entre outras coisas, porque os deuses dos outros povos são entidades manipuláveis – aceitam suborno, dobram-se diante do ritual certo, vendem-se por um sacrifício, negociam, especulam e cedem a barganhas. Deus sabe que não é assim que o seu universo funciona, e não quer que seu povo adote essa visão distorcida do mundo. Pela mesma razão ele deita rigorosas proibições contra feitiçaria, amuletos e toda espécie de adivinhação.
Os cristãos reincidem constantemente na magia.
O próprio regime de sacrifícios não pressupõe qualquer controle mágico do mundo; as prescrições deixam muito claro que trata-se de provisão graciosa para a purificação dos pecados, e não de instrumento de manipulação. Deus faz alianças e assina contratos que beneficiam outros além de si mesmo, mas não distribui senhas ou abracadabras. No mundo dele você pode pedir, mas não pode obter o que quer por mágica, isto é, pela força e pela argúcia.
O que o Primeiro Testamento elucida o Novo escancara: Jesus passeia pelo mundo demolindo a noção essencialmente mágica de favor prestado e retribuição. Deus – explica o Filho do Homem – não distingue méritos e não rebaixa-se a troca de favores, mas “faz que o seu sol se levante sobre maus e bons”. Seus filhos não devem recorrer a repetitivas fórmulas mágicas em suas orações, “porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes”. Não é o pecado nem o bom comportamento que explicam as desgraças ou as felicidades, porque o mundo não funciona pela lógica simplista e retributiva da magia (”Pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem padecido estas coisas?”).
O universo – Jesus explica – funciona pela lógica singular da graça, não pela lógica humana da magia e da retribuição. Esta é, essencialmente, a natureza da boa nova do reino: Deus não pode ser manipulado a fazer o bem que já está disposto a fazer em primeiro lugar.
Porém a magia tem um brilho sedutor, e os cristãos resvalam periodicamente nela: recorremos cheios de esperança a óleos milagrosos, profetas curandeiros, caixinhas oraculares de versículos, bibliomancia, quarentenas de oração e copos d’água. Mesmo a obsessão cristã com o domingo é essencialmente mágica, quando o Apóstolo alerta a não cairmos na velha armadilha de “dias de festa, ou lua nova, ou sábados”, coisas que “têm aparência de sabedoria e de rigor ascético (…), mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne”.
O emblema final e mais eloqüente da capitulação cristã a uma visão mágica do mundo talvez esteja no abuso, popular à náusea entre evangélicos e pentecostais, da expressão “em [o] nome de Jesus”. Orar e pedir “em nome de Jesus”, conforme prescrito no Novo Testamento, era provavelmente para ser entendido como se lê; seria orar “como Jesus oraria”, ou pedir “imbuído do espírito de Jesus”. Com o tempo, o enfoque migrou do espírito para a letra; transferiu-se da pessoa e da postura de Jesus para as palavras, imbuídas supostamente de autoridade e poderes sobrenaturais (de forma semelhante ao Shem Hamphoras da tradição judaica medieval). O conteúdo reduziu-se a fórmula, abracadabra que abre – esperamos – todas as portas.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

ONDE ENCONTRO DEUS?

ALGUÉM PODE DIZER-ME ONDE ENCONTRO DEUS?
Um bêbado estava procurando alguma coisa na rua certa noite, debaixo de um poste de luz. Andava de um lado para outro, tateando a calçada de concreto, vez por outra agarrando-se ao poste para equilibrar-se. Um passante indagou-lhe o que procurava. "Perdi minha carteira", respondeu o bêbado. O outro ofereceu-se para ajudá-lo, mas sem sucesso."Tem certeza de que a perdeu aqui?" perguntou ele ao bêbado."É claro que não", respondeu. "Foi lá atrás; no meio da quadra.""Então, porque não está procurando lá?""Porque", respondeu o outro, com uma lógica contundente, "lá está escuro."Procurar é importante, mas não adianta nada, se não procurarmos no lugar certo.O governador de certo Estado recebeu-nos em sua casa, e, após o jantar, pediu para falar comigo em particular. Fomos para o seu escritório, e ali percebi que ele estava lutando contra a emoção. Por fim, ele disse: "Estou chegando ao fim de minha resistência. Preciso de Deus. Pode dizer-me como encontrá-lo?"Um jovem militar, endurecido pelo rigoroso treinamento do grupo "Boinas Verdes", e que era tão forte que suas mãos haviam sido postas no seguro, por serem consideradas armas mortais, caiu ao chão de seu quarto, certa noite, chorando como uma criancinha, e dizendo: "Deus! Deus! Onde estás?"Desde um barraco de favela até a mais rica mansão; de uma autoridade municipal até um prisioneiro aguardando a morte, todos os homens indagam se existe Deus. E se existe, como é ele?Um fato digno de nota para todos os que buscam a Deus é que a crença em algum deus é praticamente universal. Qualquer que seja o período da História que estudarmos, qualquer que seja a cultura que examinarmos, se analisarmos o passado histórico da humanidade, veremos que todos os povos, primitivos ou modernos, reconhecem a existência de algum tipo de deidade. Nos últimos dois séculos, as escavações arqueológicas têm revelado as ruínas de muitas civilizações antigas, mas nenhuma delas encontrou ainda uma cultura que não desse alguma evidência de adoração a um deus. O homem adorou o sol, e fez, para si imagens. O homem adora um código de leis, adora animais, e até outros homens. Alguns parecem adorar a si mesmos. O homem faz deuses criados por sua imaginação, embora ele creia que Deus exista – uma crença meio confusa e indistinta.Algumas pessoas, frustradas, desistem desta busca de Deus e passam a considerar-se "ateus" ou "agnósticos", professando não ter religião. Mas eles têm necessidade de preencher aquele vácuo que existe em seu interior com algum outro tipo de deidade. E portanto, o homem cria seu próprio deus – dinheiro, trabalho, sucesso, fama, sexo, álcool, ou até comidas.Na atualidade muitos fazem de sua pátria seu objeto de adoração, esposando o evangelho do nacionalismo. Erroneamente, tentam substituir o Deus vivo e verdadeiro pela religião do nacionalismo. Outros transformam em deus a causa que defendem. Embora muitos grupos radicais neguem fé em Deus, milhares de seus seguidores, de bom grado, entregam sua vida e sofrem privações e pobreza por sua crença na "causa" ou na "revolução".Não conseguindo encontrar o verdadeiro Deus, milhões de pessoas consagram sua lealdade a uma causa menor ou a um deus menor. Contudo, tais pessoas não encontram nem satisfação nem respostas para suas indagações supremas. Assim como Adão foi criado para manter comunhão com Deus, assim o são todos os homens. Jesus fez o seguinte comentário acerca do primeiro mandamento: "Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento, e de toda tua força." (Mar. 12:30)Ele deu a entender que o homem, diferentemente de um mineral ou de um animal irracional, tem a capacidade de amar a Deus.Uma Dupla BuscaComo já vimos, uma pessoa sábia busca a Deus, mas ela não tem a capacidade intelectual necessária para encontrar, através de raciocínios, seu caminho para Deus. Então ela deve fazer uma pergunta séria: "Será que há alguma esperança de eu ser bem sucedida nesta busca? Será que realmente posso conhecer a Deus?"Certa vez, quando eu estava sendo entrevistado por Ludovic Kennedy, da BBC de Londres, ele indagou: "Quem criou a Deus?" A resposta foi simples: "Ninguém." Deus tem existência própria."No princípio, Deus" são as palavras que formam a pedra fundamental de toda a nossa existência. Sem Deus, não existiria começo nem continuação. Deus foi a energia criadora, e a força coesiva que tirou o universo do nada. Com o divino haja, ele criou a forma, do nada; da desordem, criou a ordem e das trevas, criou a luz.Os cientistas não conseguem ver a Deus em um tubo de ensaio, nem num telescópio. Deus é Deus, e a mente do homem é por demais pequena.Blaise Pascal, o célebre físico francês do século XVII, disse certa vez: "Se acrescentarmos uma unidade ao infinito, ela não lhe acrescenta nada, do mesmo modo que ele não cresceria se lhe acrescentássemos a medida de um pé. O finito é engolfado pelo infinito, e se torna zero absoluto. Assim é nossa mente diante de Deus."O fato de não compreendermos a Deus completamente não deveria espantar-nos. Afinal, vivemos cercados de mistérios que não conseguimos entender – e mistérios muito mais simples. Quem saberia explicar por que todos os objetos são sempre atraídos para o centro da terra? Newton descobriu a lei da gravidade, mas ele não sabia explicá-la. Quem pode explicar o mistério da reprodução? Há anos que os cientistas tentam reproduzir uma célula viva e desvendar o mistério da procriação. Eles crêem que estão-se aproximando do segredo, mas ainda não obtiveram a vitória.Já nos acostumamos a aceitar muitos mistérios que não sabemos explicar. Fico admirado ao ver minha esposa misturar fubá de milho, com óleo, ovos, fermento e leite, e depois ver aquela massa espessa crescer lentamente dentro do formo, e depois ser retirada de lá leve e macia, com uma crosta corada. Não entendo isso, mas aceito os resultados.Deus é muito mais complexo do que alguns dos fenômenos terrenos que não compreendemos.E, apesar de tudo, poderíamos apresentar, perante um júri cético, muitos argumentos em favor da tese da existência de Deus. No plano científico, sabemos que qualquer objeto em movimento é movido por uma força externa, já que o movimento é resultado de matéria mais energia. Entretanto, no mundo da matéria não pode existir energia sem vida, e vida pressupõe a existência de um ser que produz a energia que move coisas tais como as ondas do mar e os planetas.Outro argumento é que nada pode ser a sua própria causa. Se alguma coisa causasse a própria existência ela seria anterior a si mesma, e isto é absurdo.Consideremos a lei da vida. Vemos objetos que não possuem intelecto, assim como estrelas e planetas, que se movem seguindo sempre um plano definido, em perfeita harmonia uns com os outros. É evidente que sua movimentação não é produto do acaso, mas de um cuidadoso planejamento.Aquilo que não possui inteligência não pode mover-se inteligentemente. O que dá direção e planejamento a esses objetos inanimados? É Deus. Ele é a força motivadora da vida, que está por trás de tudo.Existem muitas evidências e argumentações que atestam a existência de Deus, mas a verdade é que ela não é provada apenas com argumentos. Se a mente humana pudesse provar a Deus plenamente, ele não seria maior que a mente que o prova.A suprema aproximação do homem para Deus é pela fé. A fé é o elo que nos liga a ele. As Escrituras dizem que temos que crer que ele existe. O termo "fé" aparece inúmeras vezes na Bíblia, e Deus toma a si o incentivo desta fé. Deus continua a buscar o homem, assim como o homem está buscando por ele.A despeito das repetidas rebeliões do homem, Deus o ama com amor eterno. Alguns pais terrenos desistem de seus filhos quando estes se entregam a hábitos desprezíveis e a companhias indesejáveis. Há pais que expulsam um filho ou filha de casa, e lhe dizem para nunca mais voltar. Por outro lado, há pais que negam os filhos antes mesmo de nascerem. Conhecemos jovens – e até adultos – cuja vida está marcada por causa dessa rejeição paterna. O único modo de essas pessoas serem restauradas é aceitar o fato, e pedir ao Senhor para preencher essa lacuna de sua vida. A Bíblia diz: "Porque se meu pai e minha mãe me desampararem, o Senhor me acolherá." (Sal. 27:10.)Deus nunca abandona o homem. A mais dramática busca de todos os séculos é a procura terna e paciente de Deus pelo homem.Quando o homem, no jardim do Éden, resolveu desobedecer a Lei de Deus, e interrompeu a linha de comunicação entre ele e o Senhor, a comunhão entre eles deixou de existir. A luz e as trevas não podiam coexistir lado a lado. Por que foi que surgiu esta barreira entre Deus e sua criatura? O que causou isto foi uma característica divina que a média das pessoas não compreende. Deus é "santidade" absoluta.No passado Deus disse a Israel: "Eu, o Senhor vosso Deus, sou santo" (Lev. 19:2).No livro de Apocalipse, o clamor que ressoa nos céus dia e noite é o seguinte: "Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-poderoso, aquele que era, que é e que há de vir." (Ap. 4:8.)Um Deus santo retrai-se à nossa pecaminosidade; ele não pode contemplar o pecado, pois este é terrível e revoltante para ele. E como o homem se manchou com o pecado, Deus não pôde mais manter comunhão com ele. Entretanto, Deus nos ama – apesar de tudo.Deus tinha um plano para restaurar o homem, apesar do seu pecado. E se Deus não tivesse um plano, ninguém mais poderia ter. Logo no início, ele disse a Adão: "Certamente morrerás" (Gên. 2:17). Num dos capítulos posteriores, iremos discutir as três dimensões da morte. O homem teria que morrer, ou Deus teria que voltar atrás em sua palavra, e ele não pode mentir, pois nesse caso não seria mais Deus.Vemos que, como o homem ainda peca, ainda desafia a autoridade e ainda age independentemente de Deus, existe uma grande separação entre ele e o Senhor. Os homens e mulheres do século XX não são diferentes de Adão e Eva. É verdade que atingimos uma tecnologia sofisticada, construímos alguns arranha-céus, e escrevemos milhões de livros, mas ainda permanece um abismo entre o homem pecaminoso e o Deus santo. Contudo, Deus apela e suplica ao homem, através deste abismo escuro e estéril, a que se reconcilie com ele.Deus nos ama. O apóstolo João disse: "Deus é amor" (1 João 4:8).O profeta Jeremias repete as palavras divinas: "Com amor eterno eu te amei, por isso com benignidade te atraí." (Jer. 31:3.) Outro profeta, Malaquias, disse: "Eu vos tenho amado, diz o Senhor" (Mal. 1:2).Todos os romances e peças teatrais precisam apresentar um tipo de conflito. Mas nem mesmo Shakespeare poderia ter criado uma trama mais forte que a do dilema divino. Sabemos que o homem é pecador e está separado de Deus. E como Deus é santo, ele não pode perdoar nem ignorar automaticamente a rebelião do homem. Mas como Deus é amor, ele não pode atirá-lo para um lado, tampouco. Aí está o conflito. Como pode Deus ser justo e justificador? A pergunta que Jó propôs a Deus foi: "Como pode o homem ser justo para com Deus?" (9:2.)Deus FalaQuando eu era garoto o rádio estava começando a aparecer. Lembro-me de que nos reuníamos em torno de um tosco aparelho, de fabricação caseira, e girávamos os três botões de sintonia, num esforço de estabelecer contato com a estação transmissora. Muitas vezes, o único som que partia do amplificador eram os estalidos e chiados da estática. Não era muito agradável escutar todos aqueles ruídos confusos, mas continuávamos a tentar, com muita expectativa. Sabíamos que, em algum lugar, havia uma estação transmissora, que não víamos, mas se conseguíssemos estabelecer contato com ela, se o dial fosse ajustado adequadamente, poderíamos ouvir uma voz falando em alto e bom som. Após um longo tempo de esforços laboriosos, o som distante de uma música ou uma voz, repentinamente, se fazia ouvir, e um sorriso de triunfo iluminava o rosto de cada uma das pessoas no aposento. Por fim conseguíramos sintonizar com a estação.Talvez você esteja surpreso de os profetas haverem dito que Deus lhes falava. Ele fala conosco? Ele nos diz onde está – como podemos encontrá-lo – e como podemos acertar as coisas com ele? Na segunda parte deste livro estudaremos como Deus respondeu a estas perguntas, e veremos que tipo de pessoa era Jesus Cristo e a obra que realizou. Deus resolveu o problema; ele nos falou de si mesmo e de seu terno interesse por nós. O segredo de tudo é uma linha de comunicação que se chama "revelação". Revelar significa "tornar conhecido, desvendar". Mas uma revelação pressupõe um elemento "revelador", que neste caso é Deus. Também pressupõe "ouvintes" – os profetas e apóstolos escolhidos por Deus, e que registraram na Bíblia aquilo que ele lhes falou. A revelação é uma linha de comunicação na qual Deus se encontra em uma das pontas e o homem na outra.Na revelação que Deus estabeleceu entre ele e o homem, encontramos uma nova dimensão de vida, mas temos que "sintonizar". Existem níveis de vida que nunca atingimos e que nos aguardam. Paz, satisfação e gozo que nunca experimentamos estão à nossa disposição. Deus está tentando chegar até nós. Os céus estão chamando e Deus está-nos falando.Você já ouviu a voz de Deus? Na mesma hora em que você está buscando a Deus, ele está-lhe falando.

PREPARE-SE PARA MATANÇA

Prepare-se para a matança:
Desarmando a Igreja
Escrito em 1998 por John Green
Tradução de João A. de Souza filho
www.pastorjoao.com.br

"Para que o exército domine, o povo tem de ser desarmado: como vem sendo feito em cada país da Europa" - Declaração de Noé Webster, Pensilvânia, Filadélfia em 1787.
"Quando a Inglaterra baixou leis para escravizar a América, o governador da Pensilvânia aconselhou o parlamento inglês a desarmar a população, como a forma mais eficaz de escravizá-la. Só que o povo não deveria ser desarmado abertamente, mas enfraquecido, deixando-se lentamente perecer" (George Mason, Virgínia em 1778).

A história mostra que a tática para oprimir e controlar uma nação consiste em tirar das pessoas o direito de defesa. Quando os cidadãos são desarmados, pode-se tiranicamente controlá-los. Estou certo de que o mesmo princípio se aplica no mundo espiritual.
O Novo Testamento adverte sobre os falsos mestres que realizam sinais e maravilhas, e de homens corruptos que atraem para si seguidores. Deus não deixou o povo indefeso. Colocou em nós o Espírito da verdade, deixando-nos o exemplo de Cristo e de seus ensinamentos, além das advertências nas escrituras. Alguns têm o dom de discernir espíritos, mas, o mais importante é que é dado a todo crente a capacidade de provar as coisas, discernindo o certo do errado. Se o cristão estiver armado contra o engano do inimigo, liberto da opressão, então deve exercitar seu discernimento com vigilante atenção. Quando perde as armas da defesa, torna-se presa fácil para quem o quer prender.
Esta é uma tendência perturbadora no corpo de Cristo. Costuma-se desprezar e escarnecer dos que usam deste dom que Deus lhes deu como autodefesa conta as doutrinas falsas. Os que obedecem a Bíblia e "provam e testam todas as coisas" são ridicularizados e taxados de fariseus. Parece que a igreja caiu no laço do pensamento pluralista que nestes dias leva as pessoas a concordarem com tudo. Questionar o que uma pessoa crê, ou dizer que ela pode estar errada, parece ser um pecado imperdoável. Os novos líderes exigem que se suba no trem da concordância, e os que discordam devem silenciar a todo custo.
Querem que primeiramente experimentemos para depois avaliarmos. Adão e Eva experimentaram o conhecimento do bem e do mal. A serpente chamou-lhes a atenção para a beleza e o gosto da fruta e os induziu a experimentar. Mais tarde viram que estavam errados, mas o dano já havia sido feito.
Os que estão tiram as armas de discernimento de defesa estão amordaçando a igreja, preparando o povo de Deus para a matança. Por que fazem isto? Por que expor milhões de pessoas ao engano do inimigo sem permitir que se defendam? Por que tiram das pessoas o que Deus lhas deu? A igreja está se tornando um curral escorregadio com o sangue dos santos que estão sendo enganados pelos falsos mestres. Os santos caminham lenta e fielmente para a matança, com os olhos fixos em seus líderes.
O erro e o engano assolam a igreja. Os charlatães estão no topo dos mais vendidos. Na lista dos bestsellers. Um pseudo-conhecimento se espalhou por todo o mundo, veloz como a luz. Não se engane. É uma batalha nos dias atuais. Examinemos a lógica (ou a falta dela) que está por trás do que os líderes estão ensinando. Você já ouviu frases como:
1. Experimente primeiro, e depois julgue. Isto é fanfarrice. Foi assim que os Mórmons fizeram com as pessoas: ore lendo o livro dos mórmons e experimente uma sensação de calor lhe queimando. Não é preciso experimentar o suicídio pra saber se é bom ou mau. Os cristãos não precisam autenticar uma experiência spiritual questionável, experimentando-a primeiro.
2. Se você não se jogar no Rio, então perderá o mover de Deus. Ora, se você não exercitar seu dever de a tudo testar, agarrando-se, então, ao que é saudável, você pode ser enganado. Deus não está apressado. Se você caminhar com ele, buscando-o, então ele o levará a tudo o que tem preparado para você. Não é pelo fato de alguém afirmar que aquilo é um mover de Deus que fará dele uma coisa verdadeira. Cuidado com o vendedor com poder de convencimento. Ele sempre tem cartas na manga.
3. Deus ofende a mente para revelar o coração. Não sei donde acharam isto nas escrituras. É verdade que os caminhos de Deus são contrários e ofensivos ao conhecimento humano, mas esta frase é citada para afirmar que, se você se sente ofendido por algo que esteja ocorrendo na igreja, então seu coração está errado. Na realidade você se sente chateado porque não encontra base bíblica para tais ocorrências. Então, fique firme!
4. Não se oponha ao que está acontecendo, pois pode ser um mover de Deus. Este foi o argumento de Gamaliel em Atos 5. Ainda que foi um bom argumento usado a favor dos apóstolos, deve-se ter em mente que Gamaliel era um fariseu fazendo uma declaração pragmática. Mas, não era uma palavra vinda de Deus sobre como os cristãos deveriam se conduzir em seu discernimento. Se algo não vem de Deus, em tese, não continuará. Até que o movimento termine, muitas vidas serão prejudicadas, e muitas pessoas serão enganadas e feridas. Veja o crescimento e o aparente sucesso do mormonismo. Os cristãos se lhe opõe certos de que é um movimento que se desviou das escrituras. Da mesma maneira, certas coisas que acontecem no seio da igreja deveriam ser também examinadas. Veja as obras do Diabo. Sabemos que ele não vencerá, mas não nos acomodamos, permitindo que ele faça o que quiser. Quando vidas estão em jogo, não podemos nos sentar como expectadores.
5. Você não quer mais de Deus em sua vida? Esta é a pergunta mais sutil que ouço. Claro, qualquer crente deseja ficar mais perto de Deus. No entanto, nem por isso vamos abraçar qualquer coisa. Obedecer ao mandamento de Deus e discernir as coisas faze parte da caminhada de se chegar mais perto de Deus. O desespero de alguns crentes assemelha-se ao desespero de Saul em querer ouvir de Deus saindo à procura de uma feiticeira. Ele queria uma resposta a todo custo! O preço foi a própria vida.
Examine-se. Veja quantas referências existem no Novo Testamento sobre os falsos mestres e falsos ensinamentos. Não se deixe enganar. Quebre as algemas dos que lhe querem prender. Use seu direito de defesa, como cristão.
A. W. Tozer afirmou: "A alma sadia, tal qual uma corrente sanguínea pura, mantém em proporção as células brancas e vermelhas. As vermelhas são como a fé: Levam a vida e o oxigênio a todas as partes do corpo. As células brancas são como o discernimento: Lançam-se sobre as coisas mortas e tóxicas expelindo-as. O coração salutar tem de prover uma saída para o que não presta na corrente sanguínea".
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OS CRISTÃOS E A "WEB" .

OS CRISTÃOS E A "WEB".
A Internet foi criada em 1969, com o nome de Arpanet, interligava apenas quatro computadores de universidades nos Estados Unidos, e durante muito tempo ficou restrita à área acadêmica. No Brasil, a Internet chegou por volta de 1988, para auxiliar nas pesquisas universitárias, e sua operação estava subordinada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Mas foi somente a partir de 1995, que a Embratel, por meio de uma autorização do Ministério das Telecomunicações, disponibilizou seu acesso para o uso comercial. (Fonte: Editora Érica).
O crescimento da Internet no mundo é espantoso, são mais de 600 milhões de pessoas ligadas; os brasileiros são 5% deste universo, aproximadamente 30 milhões. A Internet é um mundo virtual muito semelhante ao real, nele encontra-se sites abordando todos os temas possíveis, especialmente: pornografia, sexo e assuntos espiritualistas.
Em meio a estas densas trevas a luz do Senhor tem brilhado, dissipando-as; eis que surgem diariamente novos pontos de luz, são sites que procuram honrar e glorificar o nome Santo do Senhor Deus, disponibilizando verdadeiros oásis, com águas puras que restauram vidas. Ao servo, a opção de honrar a Deus, acessando páginas dignas dos santos, ou, a satisfação da carne e suas conseqüências. Irmãos não esqueçam, as más ações, mesmo que virtuais são pecado e como tal, passíveis de condenação eterna. (1Co 6.12)
“Todo caminho do homem é reto aos seus próprios olhos, mas o Senhor sonda os corações.” Pv 21.2 (Veja também: Sl 7.9; 17.3; 139.1)
“...Eu sou aquele que sonda mente e corações, e vos darei a cada um, segundo as vossas obras.” Ap 2.23
Um teclado, um monitor e o mundo, literalmente um mundo pela frente. Assim é a Web; incontestavelmente um veículo altamente influenciado pelo maligno, e sabiamente usado por ele; que no anonimato da virtualidade oferece aos ávidos pelo pecado, a satisfação, em especial aos buscam a pornografia e filosofias espiritualistas e ou satânicas. A net envolve todas as faixas etárias, indistintamente. Constato que os cristãos em especial os jovens têm feito uso desta ferramenta para secretamente extravasar toda a maldade da carne. Anônimos, fora do alcance dos olhos de familiares, presbíteros, pastores e demais autoridades da igreja; encontram uma situação de liberdade que os encoraja a agir segundo as inclinações de seus corações e fazem coisas terríveis. Esquece-se que o Senhor a tudo vê e certamente tais pecados não passam desapercebidos diante do trono e serão cobrados no tempo oportuno (Ap 2.23).
Não é aconselhável ao servo de Deus:
1 – Acessar sites Eróticos e Pornográficos.
É preciso que os servos de Deus tenham o devido cuidado com a vida espiritual, não permitindo que a impureza se aloje, afastando-lhes da comunhão verdadeira com o Eterno. Amados, é um engano pensar que o acesso a tais páginas não produz um efeito devassador na vida, é praticamente impossível, não se contaminar com os desejos baixos produzidos pela carne. O Senhor nos deixa uma palavra clara de alerta contra a impureza, sua prática apaga o Espírito de Deus. “Eles perderam toda a vergonha e se entregaram totalmente aos vícios; eles não têm nenhum controle e fazem todo tipo de coisas indecentes... Vocês fazem parte do povo de Deus; portanto, qualquer tipo de imoralidade sexual, indecência ou cobiça não pode ser nem mesmo assunto de conversa entre vocês.” Ef 4.19 e 5.3
“Ele castigará especialmente os que seguem os seus próprios desejos imorais e desprezam a autoridade dele.” 2Pe 2.10
2 - Sexo Virtual (masturbação ou conversas sensuais).
Sexo virtual é pecado! Sua pratica envolve masturbação, conversas impuras e baixas. O peso de sua prática assemelha-se ao da fornicação e ou adultério. Os seus praticantes estão destituídos da verdadeira comunhão com Deus e estão debaixo de condenação eterna.”Vocês fazem parte do povo de Deus; portanto, qualquer tipo de imoralidade sexual, indecência ou cobiça não pode ser nem mesmo assunto de conversa entre vocês.” Ef 5.3
“Deus não nos chamou para vivermos na imoralidade, mas para sermos completamente dedicados a ele.” 1Ts 4.7 ; Hb 13.4)
“Que o casamento seja respeitado por todos, e que os maridos e as esposas sejam fiéis um ao outro. Deus julgará os imorais e os que cometem adultério.” Hb 13.4
3 - Bate Papo / Chat.
Estas salas de conversação são usadas por muitos para construir amizades e em outros casos, até falarem do amor do Senhor. Infelizmente, nota-se que as designadas aos Cristãos/Evangélicos dos grandes portais, são verdadeiras praças nas quais muitos freqüentadores influenciados por espíritos malignos se portam como filhos das trevas. Lamento a ingenuidade de muitos que insistem em “jogar pérolas aos porcos” (Mt 7.6) expondo ao ridículo a palavra santa do Senhor e, pela vida de muitos crentes que escondido atrás de um “Nickname” mostram suas inclinações pecaminosas, usando expressões baixas e mentiras. A consciência de uma vida santa deve envolver todo o nosso ser, a ponto de produzirmos os frutos do Espírito Santo em todas as situações, inclusive, nas ações numa sala de Chat, nossas palavras devem ser continuamente uma expressão de louvor a Deus. Oh graças!“A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um.” Cl 4.6
”De boas palavras transborda o meu coração... nos teus lábios se extravasou a graça; por isso Deus te abençoou para sempre.” Sl 45.1,2
”Ordena e ensina... Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, tornar-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza.” 1Tm 4.11,12
”Põe guarda, Senhor, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios” Sl 141.3
”E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus...” Sl 40.3”Habite ricamente em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos e hinos e cânticos espirituais, com gratidão, em vossos corações. E tudo que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus.” Cl 3.16,17
4 – Hackers e vírus
Internet é vista por muitos, como a última fronteira a ser desbravada. Com um simples PC e conhecimentos básicos é possível trazer para sim o título de “hackers”, invadindo sistemas, e proporcionando aos usuários enormes prejuízos. Infelizmente, encontramos nesta classe muitos queridos que se apresentam no dia-a-dia como crentes, claro, uma vida hipócrita, é impossível conciliar tal prática com uma vida santa e reta aos olhos do Eterno Senhor.
A rede está repleta de vírus e programas intrusos que se alojam no hd, trazendo sérios danos ao funcionamento do PC e ou captando informações pessoais (senhas, número de documentos, etc.). Aventurar-se na Internet sem algumas precauções mínimas é buscar para si, prejuízos; procure proteger o computador com programas contra vírus ou invasores (firewalls).
Hoje, além dos famosos vírus (cuja finalidade é violar as máquinas e desorganizar arquivos), encontramos na net os delinqüentes cibernéticos aplicando golpes nos usuários. Conheçam alguns: a) Phishing – São enviados milhões de e-mails falsos, geralmente possuem como remetentes instituições conhecidas, como a Receita Federal, bancos ou organismos de proteção ao crédito, pedindo que se entre em um link. Este dá acesso a um site falso (clone do original), no qual são pedidos dados como conta bancária e senha.
b) Cavalo-de-tróia – São programas que se instalam dentro do micro abrindo portas para uma nova invasão. Eles surgem como e-mails ou links em uma página, geralmente, oferecendo atrativos. Através deste programa os estelionatários obtêm informações como nome, endereço, numero de CPF, número da conta bancária e senhas.
c) Spyware – Nome genérico dado aos programas de espionagem que se instalam no micro quando se acessa um site. Eles vasculham a máquina em busca de senha bancária. Para evitar os spywares, os bancos resolveram criar teclados virtuais em que a senha é digitada apenas se apertando o botão do mouse.
Amados, é preciso estar atentos, pois a Internet é uma ponte direta com o mundo do crime e com todo o nível de sofisticação que a mais moderna tecnologia pode proporcionar. Veja o que é necessário para navegar com cautela e evitar surpresas desagradáveis:
a) Antivírus – Instale um antivírus de preferência atualizado automaticamente (Sugiro o Norton).
b) Nunca forneça Senhas – Não informe sua senha a ninguém. Também não atenda a pedidos de cadastramento ou recadastramento bancário on-line sob nenhum argumento.
c) E-mails – Delete os e-mails nos quais o remetente seja desconhecido ou cuja identidade levante suspeitas. Não acredite em sorteios e nem aceite ofertas tentadoras e milagrosas. Cuidado ao abrir os anexos, até mesmo de pessoas conhecidas.
(As informações deste tópico foram compiladas da Revista Veja nº 1880)
5 - Sites do Senhor.
Mas, em meio a este mar de coisas terríveis, visualizamos ilhas que são verdadeiros paraísos espirituais, nas quais podemos aportar e desfrutar das delicias que nos são apresentadas. Verdadeiro alimento que fortalece a nossa fé e concede-nos disposição para continuarmos firmes e inabaláveis na caminhada em direção à cidade santa. Estes sites devem ser visitados e ajudados, são pontos de luz em meio às trevas.
Amados Pais, Amados Irmãos:
O Senhor colocou em nossas mãos a responsabilidade pela instrução dos filhos nos caminhos santos (“Guardem sempre no coração as leis que eu lhes estou dando hoje e não deixem de ensiná-las aos seus filhos. Repitam essas leis em casa e fora de casa, quando se deitarem e quando se levantarem.” Dt 6.6,7), procure conhecer qual a vida que eles tem levado na Net, sente-se e os aconselhe, faça-os refletir sobre os perigos da rede, bem como, sobre a necessidade de serem santos em todo o proceder, seja no acesso a site impróprios, em chats e até mesmo na incompatibilidade da prática hacker.
Amados do Senhor estejam atentos e não se deixem enganar pela obra sutil do diabo. Lembre-se, ele anda ao nosso lado à procura de uma brecha, e encontrando-a entra e destrói a vida.Vamos fazer uso da Internet de uma forma santa e edificante!
“Sede santos, porque eu sou santo.” 1Pe 1.16
Elias R. de Oliveira